Redes Sociais

Notícias

4 chutes no gol em 3 jogos, sem marcar gols. Apenas um time limitado ou “covardia” no esquema?

Publicado

em

Essa matéria traz apenas a realidade estatística do que se vê dentro de campo. Os torcedores e dividem entre time limitado, falta de recursos, esquema covarde, falta de empenho e treinamento adequados.

O jogo de ontem mostrou bem a diferença de times e esquemas táticos, postura de vencedor e de um time que se limitava a tentar tirar proveito da sorte.

Ir no estádio mostrou exatamente como ambos jogaram. Enquanto o Santos jogava com os 10 jogadores no campo de ataque, na marcação, sem a posse de bola, o Botafogo se defendia com 11 jogadores no campo de defesa.

A inoperância ofensiva mostra ao adversário que não somos capazes de gerar dificuldades nos jogos, gerando confiança no adversário que joga para cima do Botafogo.

Veja os dados abaixo na mataria do GE.

Quanto mais tempo você tiver a posse de bola, menos será ameaçado por seu rival. A afirmação é correta, mas não significa que ter a bola torna sua equipe automaticamente perigosa. É preciso saber o que fazer com ela. E, pelo menos nos últimos três jogos, o Botafogo não soube. Em um time que parece mais ter a posse para se defender do que propriamente atacar, a deficiência na criação vem tirando o sono do técnico Eduardo Barroca.

Nas três últimas partidas (Grêmio, Cruzeiro e Santos), o Botafogo somou apenas cinco finalizações no gol dos adversários. O número de chances reais somando os mesmos confrontos é parecido: quatro. Quanto menos chutes, menos possibilidade de vencer o jogo. E isso fica claro no retrospecto alvinegro nos jogos analisados: duas derrotas, um empate e nenhum gol marcado.

Finalizações no gol (Fonte: Sofascore.com)

  • 0 x 1 Vs Grêmio – 3 chutes no gol (7 no total)
  • 0 x 0 Vs Cruzeiro – 1 (7)
  • 0 x 1 Vs Santos – 1 (9)

Depois de um bom início no Campeonato Brasileiro, quando soube ser eficiente e somar pontos mesmo em jogos nos quais o adversário foi melhor, o Botafogo enfrenta sua primeira oscilação na competição. No apito final da derrota para o Santos, a torcida alvinegra presente ao Niltão vaiou a inoperância da equipe em campo. Um momento de insatisfação que Barroca pretende analisar com calma para evitar cobranças equivocadas.

– O torcedor vaiou porque esperava uma vitória. Preciso ter clareza no que estabeleci de metas para não errar a mão na hora de cobrar. Antes da Copa América, começamos perdendo para o São Paulo e vencendo o Fortaleza. Agora empatamos e perdemos.

– Tenho que entender primeiro porque não vencemos o jogo. Vou rever sem emoção, sentar com os jogadores para cobrar o que eu entender que não andou bem. O torcedor não precisa ter dúvida de que se a gente precisar tomar atitudes, vamos tomá-las. Seja de forma de jogar, de cobrança, de escolhas – garantiu Barroca.

Contra o Santos, o Botafogo repetiu velhos erros. Quando teve a bola, encontrou muita dificuldade para chegar ao gol adversário. A única finalização certa no gol de Éverson saiu de um chute de fora da área de Alex Santana ainda no primeiro tempo.

Chances reais de gol (Fonte: TV Globo)

  • Vs Grêmio – 1
  • Vs Cruzeiro – 2
  • Vs Santos – 1

Nem mesmo quando o cenário da partida ficou favorável, após a expulsão de Lucas Veríssimo no início do segundo tempo, o Botafogo soube tirar proveito. Pelo contrário: mesmo com um a mais, não conseguiu controlar o jogo. A substituição de Alex Santana aos 12 minutos do segundo tempo também atrapalhou. Barroca colocou Victor Rangel para tentar aproveitar o homem a mais, só que tirou o único jogador que tentava algo diferente no meio-campo.

– Temos tido dificuldade na transição do meio para a frente com o controle do jogo. Tanto que a gente teve 9 escanteios, teve muita finalização bloqueada porque estamos com dificuldade de encontrar clareza. O jogo terminou 50 x 50 na posse de bola. 

”A responsabilidade é minha como treinador para encontrar soluções para isso. Preciso encontrar a forma de fazer com que a gente crie mais chances, que a gente chute mais, que a gente cruze melhor, que a gente aproveite melhor as bolas paradas, que faz diferença no campeonato”. 

– Não sou homem de transferir responsabilidade. É minha. Preciso encontrar a forma em treinamento, substituições, em escolha, para melhorar isso – garantiu o treinador.
Em busca de rápida evolução, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira para enfrentar o Atlético-MG pelas oitavas de final da Sul-Americana. A bola rola às 21h30 no Nilton Santos.

Foram pouco mais de 20 minutos em vantagem numérica, período em que o Botafogo não finalizou uma vez sequer a gol. Para piorar, permitiu um contra-ataque de 3 contra 1 que resultou na expulsão de Gilson – injusta, uma vez que Marinho escorregou no lance – e deu nova vida ao Santos. Quatro minutos depois saiu o gol que definiu o placar.

– Temos tido dificuldade na transição do meio para a frente com o controle do jogo. Tanto que a gente teve 9 escanteios, teve muita finalização bloqueada porque estamos com dificuldade de encontrar clareza. O jogo terminou 50 x 50 na posse de bola.

”A responsabilidade é minha como treinador para encontrar soluções para isso. Preciso encontrar a forma de fazer com que a gente crie mais chances, que a gente chute mais, que a gente cruze melhor, que a gente aproveite melhor as bolas paradas, que faz diferença no campeonato”.

– Não sou homem de transferir responsabilidade. É minha. Preciso encontrar a forma em treinamento, substituições, em escolha, para melhorar isso – garantiu o treinador.

Em busca de rápida evolução, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira para enfrentar o Atlético-MG pelas oitavas de final da Sul-Americana. A bola rola às 21h30 no Nilton Santos.

Clique para Comentar

Newsletter

Anúncio Patrocinado

Facebook

%d blogueiros gostam disto: