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A torcida abandonou o Clube!

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TRISTE REALIDADE

Quando um vice-presidente declara textualmente o título dessa matéria, nós torcedores alvinegros (a razão da existência do Clube), lembramos da nossa história e tradição gigantes e colocamos a mão na consciência: será que somos nós os principais responsáveis por hoje sermos um clube médio e que escorrega ladeira abaixo, rumo aos pequenos da Primeira Divisão, quando o assunto são Receitas, Investimentos e até objetivos a cada temporada?

FONTES:

Todos os valores e dados que serão citados a seguir estão disponíveis nos Balanços Patrimoniais dos clubes no período de 2015 até 2017.

RECEITAS COM A MARCA: NOSSA GRIFE

Como os administradores dos principais clubes transformam em dinheiro as suas valiosas marcas?

Receitas com Marketing/Patrocínios/Royalties – Acumulado (2015 até 2017)

Palmeiras = R$ 291 milhões

Flamengo = R$ 242 milhões

Corinthians = R$ 216 milhões

São Paulo = R$ 155 milhões

Grêmio = R$ 124 milhões

Internacional = R$ 116 milhões

Atlético MG = R$ 83 milhões

Vasco = R$ 77 milhões

Cruzeiro = R$ 74 milhões

Santos = R$ 72 milhões

Fluminense = R$ 64 milhões

Coritiba = R$ 43 milhões

Botafogo = R$ 38 milhões.

Observação: Tão preocupante quanto ocuparmos a última posição entre os “12 grandes” com uma diferença vergonhosa para o penúltimo colocado, é vermos alguns “médios” (muitos deles frequentadores de divisões inferiores) demonstrarem vigor suficiente para nos ultrapassar neste quesito num curto espaço de tempo. Referimo-nos especificamente a Atlético PR, Bahia e Chapecoense, todos aproximando-se da casa dos R$ 30 milhões, porque o Coritiba já nos deixou para trás.

SALDO DE INTANGÍVEIS: ESTAMOS INVESTINDO EM CONQUISTAS?

Este tema demandaria longas e detalhadas explicações, mas tentaremos simplificar a coisa fazendo uma grande analogia… as indústrias para venderem cada vez mais, investem em pesquisa e desenvolvimento e em máquinas melhores e mais modernas, desfazendo-se das mais obsoletas.

Os clubes de futebol para conquistarem títulos, investem em pesquisa e desenvolvimento (atletas da base) e em máquinas melhores e mais modernas, desfazendo-se das obsoletas (jogadores já formados – compra e venda a cada janela de transferência).

Os jogadores são contabilizados numa rubrica chamada “Intangíveis” nos Balanços. O resultado é o somatório do que é gasto na formação dos atletas da base, os valores dos contratos dos profissionais, deduzido dos salários pagos na temporada (amortizando os valores dos contratos / como custos de manutenção e depreciação de máquinas na indústria), mais a transferência dos custos da formação dos atletas incorporados ao elenco profissional para o saldo de investimentos.

Conclusão: É uma administração delicada e especial. Contratos bem negociados e divisões de base que retornem em desempenho esportivo o máximo: o famoso custo/benefício. Mas, um saldo alto, potencializa (embora não garanta) conquistas esportivas futuras (contratos caros/atletas de alto desempenho) e pode indicar negociações de grande monta: afinal multas rescisórias guardam estreita relação com os valores contratuais.

Intangíveis – Saldo Médio – fim do exercício contábil (2015 até 2017)

Palmeiras = R$ 197 milhões

Corinthians = R$ 156 milhões

São Paulo = R$ 147 milhões

Cruzeiro = R$ 126 milhões

Internacional = R$ 90 milhões

Grêmio = R$ 74 milhões

Flamengo = R$ 72 milhões

Vasco = R$ 59 milhões

Fluminense = R$ 56 milhões

Atlético MG = R$ 49 milhões

Coritiba = R$ 32 milhões

Bahia = R$ 23 milhões

Atlético PR = R$ 22 milhões

Vitória = R$ 20 milhões

Botafogo = R$ 14 milhões

Observação: Recusando-nos a comentar posição tão vexatória, temos a dimensão de quanto está sendo canalizado para investimento no que interessa: formação e capacitação de elenco para aumentar nossas chances de títulos.

RECEITAS COM DIREITOS FEDERATIVOS: O FIM DA PICADA

Guardando uma correlação muito estreita com os saldos de Intangíveis, os números também são mais do que desastrosos. Investimos pouco e mal, performamos mal (desempenho esportivo) e a consequência óbvia é: negociamos mal.

Receitas com Direitos Federativos – Acumulado (2015 até 2017)

São Paulo = R$ 409 milhões

Corinthians = R$ 294 milhões

Flamengo = R$ 207 milhões

Cruzeiro = R$ 206 milhões

Santos = R$ 162 milhões

Atlético MG = R$ 157 milhões

Internacional = R$ 140 milhões

Fluminense = R$ 132 milhões

Atlético PR = R$ 122 milhões

Grêmio = R$ 111 milhões

Palmeiras = R$ 101 milhões

Vasco = R$ 66 milhões

Goiás = R$ 44 milhões

Coritiba = R$ 33 milhões

Figueirense = R$ 25 milhões

Vitória = R$ 24 milhões

Bahia = R$ 22 milhões

Botafogo = R$ 22 milhões

Observação: Alguns clubes possuem perfil de Investidor outros de Vendedor (São Paulo e Atlético PR como vendedores e Palmeiras como investidor merecem destaque)  e acabam tendo valores surpreendentes, mas o caso alvinegro é emblemático e tremendamente negativo sob qualquer aspecto: clubes que frequentam divisões inferiores à nossa (por enquanto), já nos deixaram para trás e outros como Chapecoense e Criciúma apuraram cerca de R$ 20 milhões no mesmo período.

DEVE SER MUITO DURO ADMINISTRAR UM CLUBE QUE A TORCIDA ABANDONOU.

Saudações Alvinegras.

Crédito da foto: Satiro Sodré/SSPress/Botafogo

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