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Análise: mudanças animam, e Botafogo mostra mais atitude em derrota para o Inter

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Mesmo com o resultado adverso no Beira-Rio, Alvinegro teve atuação melhor do que na última rodada; variações feitas por Barroca acendem luz para o time

A derrota do Botafogo para o Internacional por 3 a 2 neste sábado é menos decepcionante que o empate contra a Chapecoense na rodada passada. Não só por ser fora de casa, mas pela postura do time de Eduardo Barroca. Diferentemente do que mostrou nos jogos passados, o Alvinegro deixou de ser apático e se arriscou mais em busca de um resultado positivo no Beira-Rio.

Depois de ouvir inúmeras críticas sobre a atuação do Botafogo contra a Chapecoense e de reconhecer a falta de atitude do time, Eduardo Barroca optou por não fazer mudanças na equipe que iniciou o jogo contra o Inter, a não ser pelo retorno de Cícero no lugar de Bochecha. Se a escalação foi praticamente a mesma, a personalidade não.

O Inter dominou durante os primeiros 20 minutos, acuando o Botafogo em seu campo de defesa. Nico López, Patrick, Edenílson, Guerrero e Sóbis concentravam as jogadas no ataque… O Alvinegro se segurou como pôde, com Gatito fazendo boas intervenções.

Quando o Botafogo passou a encaixar os passes verticais, conseguiu sair melhor para o jogo. Não criou tanto, mas teve espaços para atuar no campo adversário com boas participações dos homens de trás na saída de bola. O time absorveu as investidas do Inter, respirou e criou a principal oportunidade da partida até então: aos 36, Luiz Fernando, que teve boa atuação, acertou o travessão. Antes, Alex Santana havia tentado de bicicleta.

Logo no momento em que o Alvinegro crescia no jogo e estava mais confiante, a lei do ex apareceu para atrapalhar os planos: Rodrigo Lindoso, que defendeu o Botafogo de 2016 a 2018, aproveitou escanteio cobrado na pequena área para abrir o placar. Erro na marcação, já que ninguém acompanhava o volante colorado, que apareceu na cara de Gatito.

Com Lucas Campos praticamente nulo no primeiro tempo, Eduardo Barroca resolveu inovar e promoveu uma mudança que sugere novas alternativas para o Botafogo daqui em diante. Marcinho foi adiantado para a extrema direita, posição em que atuava na base, e Fernando entrou na lateral.

Se a alteração foi positiva em relação ao camisa 4, não dá para dizer o mesmo quanto ao camisa 13. Logo aos sete minutos, Fernando errou passe para João Paulo e entregou a bola nos pés de Nico López, que puxou o contra-ataque e deixou Edenílson na cara do gol para marcar. Dois minutos depois, dominou com o braço no lance que resultou em gol de Alex Santana. Com auxílio do VAR, foi anulado.

Em noite desagradável para Fernando, Marcinho conseguiu se destacar. Deu assistência para o gol de Diego Souza e marcou o dele já nos acréscimos.

Barroca já não pode alcançar a meta que almejou, que era conquistar sete pontos nos jogos contra Inter, Atlético-MG e Ceará, mas com as ideias propostas em Porto Alegre aponta que há caminhos para o time buscar melhores resultados contra os mineiros (em casa) e os cearenses (fora).

O que fica de bom?

– Esquema com Marcinho mais avançado deu certo. O lateral participou ativamente dos lances ofensivos do Botafogo, deu velocidade ao time, conseguiu bons cruzamentos e apareceu bem para finalizar. Foi certeiro no chute do gol, além de ter tentado outras quatro finalizações no jogo. Ao lado de Alex Santana, foi o que mais finalizou.

– Diego Souza fora da área pode ser mais útil ao Botafogo. Sem participação no primeiro tempo, o camisa 7 cresceu na etapa final ao sair da área para buscar o jogo. Com qualidade, Diego encaixou alguns passes que faltam ao meio de campo alvinegro.

– Finalizações. O Botafogo teve o mesmo número de chutes a gol que o Internacional – 17 – e criou cinco chances reais. Se mantiver o rendimento na frente, com tranquilidade na conclusão, o time poderá melhorar seu aproveitamento ofensivo, que hoje é um dos piores da competição. Achar Alex Santana em melhores condições de concluir é uma saída. Tendo como principal característica o chute de fora da área, o volante é um dos maiores finalizadores da equipe.

– Variações. Barroca saiu de seu estilo de jogo no segundo tempo e deu mais mobilidade ao time. Com os testes feitos nos treinos da última semana, o treinador indica que tem a intenção de mudar e não mais insistir no jogo “sem sal” que o Botafogo vinha mostrando.

O que melhorar?

– O Botafogo errou passes bobos no meio de campo e um deles custou caro ao time. O segundo gol do Inter, originado em falha de Fernando, abalou o Alvinegro, que vinha de um fim de primeiro tempo muito bom e logo faria seu primeiro gol. Com o placar em igualdade, o jogo poderia ser diferente.

– O posicionamento na bola parada deixou a desejar. Time que havia sofrido menos gols nesse tipo de lance no início da rodada, o Botafogo deixou Lindoso livre na pequena área e foi vazado pela primeira vez em jogada de escanteio.

– Espaços ao adversário e bloqueios. Botafogo segue como um dos times que mais deixa o adversário chutar contra sua meta.

– Criação. Apesar de ter finalizado mais e sido mais ofensivo, Botafogo ainda não conseguiu ser um time criativo. Poderia ter se saído melhor nas vezes que subiu. João Paulo fez boa partida, mas ainda falta uma visão mais refinada ao meio de campo. Fonte:Globo.com

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