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Após empate, Jair promete empenho fora de casa.

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Diante de mais de 36 mil torcedores no Nilton Santos, o Botafogo ficou no empate por 0 a 0 com o Grêmio na noite desta quarta-feira, no jogo de ida das quartas da Libertadores. Se o resultado não foi o mais esperado, a entrega dentro de campo foi digna de elogios do comandante.

Em coletiva após o jogo, Jair Ventura fez questão de dizer que a equipe vai “viva” para Porto Alegre. E, de acordo com o treinador, não vai deixar escapar a classificação para a próxima fase da competição.

– A gente sempre joga para vencer. Vamos sempre fazer nosso máximo, nem sempre é suficiente. Fizemos o nosso máximo, deixamos tudo dentro do campo. João (Paulo) foi assim, pediu para sair. Mas estamos mais do que vivos. Agora só tem gol qualificado para uma equipe. Grêmio queria levar o jogo para decidir em casa. Pode fazer um comparativo com o Flamengo? Queremos levar para fazer um final triste ou diferente? Vamos tentar fazer diferente. Contra o Colo-Colo passamos com um empate. Estamos vivos e não vamos deixar essa classificação, não.

O próximo compromisso do Botafogo é pelo Campeonato Brasileiro. Nesta sábado, às 19h (de Brasília), no Nilton Santos, a equipe encara o Santos pela 24ª rodada. A decisão por uma vaga na semifinal da Libertadores é na próxima quarta-feira, na Arena do Grêmio, às 21h45.

Veja outros trechos da coletiva:

PECADO DO TIME
Nosso time estava muito espaçado, conversamos no vestiário e foi unânime. Falo da compactação, quando está na defesa e ataque tira espaços do adversário. Estava perdendo muito a segunda bola, com dois lados muitos distantes. No segundo tempo aproximamos e conseguimos criar algumas oportunidades, melhoramos. Teve um lance do Gilson, uma do Guilherme. Mas jogo equilibrado.

OPÇÃO PELO VALENCIA
No último mata-mata o Valencia não tinha condição de jogar, tive que fazer uma adaptação do João para meia. Hoje não, tinha jogador da posição. Você tem jogadores recuperando de lesão, o João pediu para sair. Isso já era mais ou menos previsto. Não mudou nossa maneira de jogar, continuamos com três volantes. A opção foi porque tinha opção, na Copa do Brasil não.

O QUE EVOLUIR?
Não só neste jogo, mas em todo jogo a gente quer sempre mais. Esse é o nosso pensamento. Vestiário com clima leve, teríamos que fazer dever de casa? Teríamos, mas nem sempre é possível. Se fizer um gol lá, adversário terá que fazer dois.

BRUNO SILVA E MATHEUS FERNANDES MAL?
Discordo que eles foram mal, achei que fizeram boa partida. Difícil manter, mas não acho que foram tão abaixo assim. Meu pensamento foi mudar menos possível da ótima atuação contra o Flamengo. Tive duas situações forçadas na outra, agora só troquei Gilson pelo Victor e a volta do Carli.

LADO PSICOLÓGICO
Trabalho do treinador não para, não só o meu como o deles. Se o mais pessimista quiser levar pelo lado ruim, pode levar. Mas a gente quer levar pelo bom, o empate do Colo-Colo e a classificação.

LIÇÃO CONTRA FLAMENGO NA COPA BR
A gente não jogou igual, hoje foi disputada, contra o Flamengo foi amarrada. Começa pela nossa performance, Botafogo jogou melhor. Se pensar que vai pra lá e perder nem viaja. Vamos para lá para vender caro. Como foi contra o Olimpia, o Colo-Colo. Não duvide muito dessa equipe do Botafogo porque pode se surpreender.

PESO DE CLASSIFICAÇÃO NO SUL
Esse peso não vai ser para mim, estou no primeiro ano. Mas esse clube merece, e esse grupo que é maravilhoso, pelo profissionalismo deles. Por eles que a gente merece.

LIÇÃO DA ESTREIA NO BRASILEIRO
Foi outro jogo, outra competição, não tinha gol qualificado. Lógico, que o Grêmio estava com todas as peças mais forte, mas não duvide da gente, não. Sabe aquele ditado, não mexe com quem está quieto? Então (risos). Quem sabe a gente não ganha por 1 a 0 lá de novo com um gol do Bruno Silva.

RENATO GAÚCHO VIU GRÊMIO MELHOR
Ele tem que defender o pão de cada dia dele. Não gosto de falar dos outros, não. A gente trabalha em um país livre, não estou aqui para concordar nem discordar.

POUPAR CONTRA O SANTOS?
Tem que estudar ainda, ainda não posso falar. Mesmo que pudesse, não falaria (risos).

SER TÉCNICO ENVELHECE?
Não é saudável isso aqui não. Fica como repórter mesmo, pensa em ser treinador não (risos). Mas quando a gente faz o que ama, paga o preço. Mas envelhece bastante mesmo (risos).

Fonte: Globoesporte.com

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