Após ficar de fora da Libertadores, Jair analisa 2017 e projeta 2018

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O técnico Jair Ventura não buscou um culpado para o Botafogo não ter se classificado para a Libertadores de 2018. Em entrevista coletiva após o empate com o Cruzeiro em 2 a 2, neste domingo, o treinador lamentou os resultados negativos acumulados nas últimas partidas, reconheceu a queda de rendimento na reta final e citou o desgaste da equipe.

– Tudo o que eu falar aqui não será usado como desculpa, mas argumento. Começamos o ano muito cedo. Novembro foi nosso pior mês. Não conseguimos render e perdemos a vaga. Pagamos o preço por jogar 110%. A não classificação não veio hoje, mas de outros jogos que perdemos em casa – disse o treinador, após o empate contra o Cruzeiro.

O treinador destacou o fim de campeonato traumático, mas afirmou que a maneiro como o Brasileirão terminou não deve apagar o que foi feito ao longo de todo o ano.

– O ano acabou de maneira traumática sim, mas não vai apagar o que fizemos. Temos que fazer um balanço. Não tem culpado. A diretoria fez todo o esforço para repor as perdas, mas não tem dinheiro. Hora de juntamos força e buscarmos a classificação no ano que vem.

Apesar de a ausência da Pré-Libertadores no calendário de 2018 ser motivo de frustração para o clube, o técnico afirmou que o início mais tardio da próxima temporada pode ajudar a equipe a ter um ano mais equilibrado.

– O ano que vem já começa diferente porque não tem Pré-Libertadores. De diferente, tínhamos que ter feito os gols que não conseguimos. Que no próximo ano a gente possa ser mais equilibrado durante os 12 meses. E não só em 10 como nesse ano.

Futuro indefinido

– Vamos ter uma reunião sobre o ano que vem. Sabemos que ficar fora da Libertadores deixa de entrar dinheiro. Muitos jogadores já saindo agora. Vamos ter que repor. Mesmo fora da Libertadores, precisamos de uma equipe competitiva. Eu tenho contrato até o final do ano que vem

Final ruim

– Vejo essa não classificação super ruim. A torcida fica muito triste, se afasta ainda mais do nosso estádio. Ela veio para comemorar e não conseguimos dar essa alegria para eles. Temos que reverter tudo de novo, como fizemos no ano passado

De olho no elenco do ano que vem

– Quanto menos jogadores, mas difícil você fazer um grande trabalho. Se no ano que vem tivermos menos opções, a probabilidade de fazer um trabalho pior é maior. Espero que tenhamos um pouco mais de opções para fazer um trabalho melhor. Se começarmos o ano com menos jogadores fica uma situação delicada

Base forte

– Ezequiel, Vinícius, Igor Rabello, Matheus Fernandes… O Botafogo usa muito a base, você tem que ser criativo. Eu como treinador gosto de mesclar experientes com a base. Vamos ter uma reunião ao longo da semana para decidir, vamos ver a situação financeira do clube para que a gente possa decidir o planejamento

Investimento limitado

– Nós tínhamos um investimento baixo no ano passado também. Estávamos voltando da Série B. Mesmo sem investimento conseguimos uma arrancada e terminamos em quinto. Sabemos que a realidade financeira não é nada boa. Temos que nos reinventar, usar a base, para poder voltar a dar alegria à nossa torcida.

Fonte: Globoesporte.com

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