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André Botafogo

Até breve, Mendonça!

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Assim como um meteoro ao passar pela atmosfera terrestre, uma estrela cadente, no dito popular, descrevendo em sua trajetória um facho de luz e presenteando com tamanho brilho aqueles que, sem piscar os olhos, a acompanhavam, veio a bola…

Alçada com intuito único de cruzar quase toda a extensão do gramado, buscando um alvo digno de receber tamanha beleza e perfeição.

Eis que no peito do gênio, morada do mais belo símbolo futebolístico do planeta, encontrou o almejado destino.

Aquele franzino rapaz, que ostentava em suas costas o oitavo algarismo do sistema de numeração decimal, centralizado às listras alvinegras verticais, a dominou com a leveza de quem, com maestria, traria ao evento o desfecho tão merecido.

Com rara habilidade, em dois toques, deixava caído um João qualquer…

“maestro? prazer, me chame, logo, Regente”…

Outros dois necessários foram para que o João goleiro, também estirado ao gramado, assistisse, incrédulo, ao que os Deuses planejavam…

Vá, bola! encontre nas redes o seu sonhado destino! Eternizada, então, estava a obra-prima!

E assim, na simplicidade do relato de uma única jogada, é possível que se descreva as características que definiram a carreira de Mílton da Cunha Mendonça, ou tão somente Mendonça, como ficou registrado nas lembranças e no coração da Gloriosa torcida alvinegra.

Simples, objetivo e genial!

Quiseram os Deuses do futebol, os que jogam dados com o Universo, zombar do talento, negando ao craque o levantar de um título ostentando a Gloriosa camisa do Botafogo de Futebol e Regatas… mal sabem eles que, para a torcida alvinegra, mais vale a devoção, a entrega e a representatividade em campo do orgulho de ser Botafogo, a mil títulos.

Zombamos então nós, aos tais Deuses, ao exaltarmos o craque, que com tamanha honradez vestiu nossas cores e carregou nossos estandartes, descrevendo em sua trajetória um facho de luz, presenteando com tamanho brilho aqueles que, sem piscar os olhos, o acompanhavam.

Obrigado, Mendonça! Muito Obrigado!

(Trecho extraído do Livro “Mendonça do Botafogo” de Roberto Oliveira)

Assista ao diário da Rádio Botafogo, sob o comando de David Nunes – O Gajo, trazendo um relato emocionado sobre a carreira daquele que foi seu maior ídolo, Milton da Cunha MENDONÇA.

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