Anderson Barros -“Até para reposicionar estes jogadores no mercado é difícil”

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As duas últimas temporadas foram marcadas por luvas de renovações de contratos de direitos de TV. E os clubes usaram os valores em contratações. Em 2018, não há esta receita.

De fato a disputa entre Esporte Interativo x TV Globo acelerou um processo de negociação junto aos clubes que, completamente falidos e sem créditos, viram uma oportunidade de gerar receitas adicionais de maneira fácil, antecipando negociações futuras e, se utilizando de um “objeto jurídico”, consequentemente antecipando receitas travestidas de “Luvas”.

A partir daí, com dinheiro abundante nos clubes, lembrando que só o Botafogo antecipou R$100 milhões, e com os dirigentes sem nenhuma ou pouca preocupação experiência em gestão, foram ávidos em busca de jogadores no mercado de todos os continentes.

Em economia, se tivessem se preparado saberiam que, o preço se da na relação entre oferta e demanda. De uma forma resumida, inflacionaram o mercado com salários elevados, sem nenhum retorno ou geração de receitas adicionais.

“— Os clubes investiram este dinheiro em altos salários, e a conta acaba chegando. Clubes historicamente equilibrados se viram com dificuldades para pagar salários. Até para reposicionar estes jogadores no mercado é difícil — disse Anderson Barros, gerente de futebol do Botafogo, que aponta para outro fator de enfraquecimento do mercado: o contexto de crise econômica. — Quantos clubes têm grandes patrocínios que não são estatais?”

Futebol brasileiro vive mercado ‘frio’ em 2018; entenda os motivos

(…) Até aqui, das 67 transferências já anunciadas por clubes da Série A do Brasileiro, apenas 13 foram viabilizadas com pagamentos para a liberação dos atletas. Os valores movimentados também não são altos. E quem gastou despertou certa curiosidade e um olhar um tanto enviesado:

O Cruzeiro, que terminou o ano passado com três meses de salários atrasados, pagou R$ 10 milhões ao Vitória por David e deverá pagar outros R$ 10 milhões por Fred ao Atlético-MG, caso cumpra a cláusula que constava na rescisão contratual do atacante. Neste domingo, o São Paulo anunciou a contratação de Diego Souza, do Sport, pelo mesmo valor.

Enquanto isso, a importação de estrangeiros pode ter um freio na atual janela, na visão de alguns dirigentes.

— A quantidade de jogadores de outros países sul-americanos foi muito grande. Naturalmente, muitos não têm tanto impacto. O que cria uma cautela maior — avalia Barros.

Há quem cite o aumento das parcelas do Profut, que refinanciou dívidas dos clubes e reduz seus descontos a partir deste ano. Outra hipótese especulada é o ano de Copa do Mundo, com uma parada de 32 dias no calendário de jogos entre junho e julho. Com isto, o primeiro semestre passa a apresentar, na visão de alguns clubes, poucas razões para altos investimentos.

Quem não disputa a Libertadores terá compromissos pelos Estaduais, por fases iniciais da Copa do Brasil e Sul-Americana, e as 12 primeiras rodadas do Brasileiro. A tendência, na percepção de agentes de jogadores, é de que clubes adiem o investimento em contratações, reduzindo o período pelo qual deverão arcar com salários dos reforços. Ainda que sacrifiquem a formação coletiva do time.

Fontes:
https://oglobo.globo.com/esportes/futebol-brasileiro-vive-mercado-frio-em-2018-entenda-os-motivos-22263780

Conversa Afiada
https://www.conversaafiada.com.br/pig/globo-enterrou-a-patria-com-as-chuteiras

Veja Live com Flavio Dupim falando sobre a dificuldade do mercado de jogadores.

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  • Alex rampage disse:

    A conta chega… Mas se chegar pra todo mundo tá bom.
    Pelo que eu vi o Botafogo foi o time que fez as “melhores”contratações no Rio.

  • Alex rampage disse:

    A conta chega… Mas se chegar pra todo mundo tá bom.
    Pelo que eu vi o Botafogo foi o time que fez as “melhores”contratações no Rio.
    A interrogação é o técnico. Eu não acho que vai dar conta… Que queime a minha língua

  • Rafael Padulla disse:

    Muito interessante o texto é uma realidade que vemos no mercado, o Cruzeiro mesmo neste cenario ja investiu em jogadores como Fred e Bruno Silva, parece compensar a perda de Diogo Barbosa e estao vindo forte p 2018 , sendo que ja foram campeoes da copa do Brasil em 2017 .

    Eis a questão, montar um time forte mesmo neste cenario e disputar titulos ou seguir a politica “pé no chão” e entrar com um time “meio de tabela” apostando em um elenco mediano para dar liga?