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Barroca paga conta em Botafogo recheado de falhas de gestão

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Sobrou para Eduardo Barroca. Sem vencer há cinco rodadas, o treinador foi demitido após a derrota para o Fluminense ontem (6) e acabou sendo a ponta do iceberg de um Botafogo afogado em uma crise financeira e institucional.

Antes de ser desligado do cargo, o treinador – ainda em início de carreira – precisou passar por experiências difíceis, pouco habituais e quase ao mesmo tempo.

Barroca ainda não se pronunciou sobre a demissão, algo que deve acontecer hoje (7) através de sua assessoria de imprensa.

Abaixo, o UOL Esporte listou alguns dos problemas que o treinador precisou conviver durante seu período no Botafogo, que teve 10 vitórias, 3 empates e 14 derrotas:

Saída de Erik e problema com Biro-Biro

O atacante Erik, que estava emprestado pelo Palmeiras, era a principal peça de Barroca na equipe. Porém, como o Botafogo não possuía os direitos econômicos do jogador, ficou de mãos atadas quando o clube paulista recebeu uma proposta de empréstimo do Yokohama Marinos (JAP) e acabou cedendo o atleta aos japoneses até dezembro de 2020.

Já o atacante Biro-Biro, ex-Fluminense, que chegou como aposta, teve um problema cardíaco, precisou se ausentar do futebol por tempo indeterminado e o Botafogo optou por rescindir seu contrato.

Não conseguiu acertar com zagueiro e atacante

O Botafogo chegou a acertar com o atacante Nicolás Blandi, do San Lorenzo (ARG), e com o zagueiro Dário Aimar, do Barcelona de Guayaquil (EQU). Porém, a dupla não conseguiu enviar a documentação a tempo da data limite da janela internacional e o negócio foi desfeito, deixando Barroca na mão.

Nem no mercado interno…

Após as negociações frustradas com os gringos, o Botafogo se voltou para o mercado interno, fez proposta pelo atacante Willian Pottker, do Internacional, mas o clube gaúcho não aceitou cedê-lo por empréstimo, somente através de venda na casa dos R$ 22 milhões, o que fez o Alvinegro desistir da transação.

Protesto do elenco

Com salários atrasados, os jogadores do Botafogo se reuniram e decidiram realizar um protesto: passaram a não conceder entrevistas na sala de imprensa para não divulgar a marca dos patrocinadores do clube. A ação teve o consentimento do técnico Eduardo Barroca.

Protestos da torcida

Mais recentemente, uma onda de protestos pesados feitos por organizadas alvinegras aconteceu. Em um deles, na semana passada, o treino foi invadido pelos integrantes das torcidas e um bate-boca ocorreu no centro do gramado. Eduardo Barroca acabou tomando frente da situação, conversando e tentando acalmar os invasores.

Apoio do elenco

Ciente de todos os problemas que Barroca atravessava e nutrindo carinho pelo treinador, o elenco se fechou com seu comandante. Tanto os jogadores quanto os funcionários do departamento de futebol eram contra a demissão, mas a voz do presidente do clube, Nelson Mufarrej, falou mais alto e eles foram votos vencidos na decisão.

Fonte: uol

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