MANGUINHA E O BICHO CERTO

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Jogos contra o time da beira da Lagoa nunca são iguais aos demais.

O futebol é alimentado por rivalidades e a maior rivalidade, para o torcedor botafoguense é contra o rubro-negro.

A história é muito antiga.

Se até os anos 70 eles eram nossos maiores fregueses, no final do século XX, o vento virou e vimos os rivais cantarem de galo, ou seria de “Galinho”?

Nos últimos anos o equilíbrio tem sido maior e quem se esquece daquela final emocionante de 2010 com a louca “cavadinha” de Loco Abreu?

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Um título para desengasgar qualquer alvinegro que vira a geração Cuca ser derrotada para o rival naquele fatídico jogo no qual o árbitro Marcelo de Lima Henriques influenciou diretamente no resultado.

Às vésperas do jogo de sábado passado, o presidente do Botafogo, entendendo a importância dessa rivalidade, não para incentivar a violência, mas para estimular os torcedores, prometeu prêmio dobrado em caso de vitória. Uma atitude que me fez lembrar do goleiro Manga, que provocava os jogadores flamenguistas dizendo que mandava a esposa fazer as compras por conta da premiação do clássico, já que o bicho era certo.

Por essas e por outras é que Manga é minha “figurinha carimbada” da semana.

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Depois de se destacar no Sport Recife, no começo da carreira, Manguinha, como ele mesmo se autodenominava, chegou ao Botafogo em 1959 e viveu a fase áurea do time nos anos 1960.

Era titular absoluto até o título carioca de 1967. Conquistou três Campeonatos Cariocas, três Torneios Início, três Torneios Rio-São Paulo e 9 competições internacionais, entre elas o Torneio Internacional de Paris, de 1963. Na final enfrentamos o Racing, time francês, no Parc De Princes. Uma partida difícil, debaixo de chuva. Jogo duro; vencíamos por 3×2 (dois gols de Quarentinha e um de Jair Bala), quando no fim da partida um atacante francês chuta à queima roupa, mas Manga faz grande defesa e garante a taça.

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Apesar de ser alto, era bem ágil debaixo das traves. Foram 442 jogos defendendo a camisa alvinegra, sofrendo 394 gols. Também foi titular da Seleção na Copa de 66.

Sua saída para o Nacional do Uruguai se deu ao clima pesado após acusações de que Manga teria recebido suborno do bicheiro Castor de Andrade para facilitar o bicampeonato do Bangu, em 1967. O Botafogo venceu por 2×1 e embora nunca nada tenha sido provado, Manga teve uma atuação fraca naquele dia. O suficiente para o estourado jornalista alvinegro João Saldanha soltar o verbo, acusando o goleiro. Manga se revoltou e disse que João pagaria pelo que havia dito.

A história rendeu até tiro. E quem quiser saber como foi pode ver nessa entrevista de Saldanha, anos depois.

https://www.youtube.com/watch?v=yyGaR0zsEl8

Manga teve uma longa carreira e se tornou ídolo em todos os clubes em que jogou (Nacional-URU,  Internacional, Grêmio, Operário, Coritiba e Barcelona de Guayaquil). Parou de jogar em 1982, aos 45 anos de idade.

Manguinha, o homem do “bicho certo” é um daqueles nomes que honrou a estrela solitária, sem dúvida alguma.

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  • Sebastiao Luciano Braga disse:

    Esse botafogo de Nilton Santos jairzinho manga garricha Didl Quarentinha Gerso de Oliveira Nunes Paulo César MOREIRA WaltecirJose Zé Carlos Leônidas Carlos Roberto Rogério Zequinha Afoncinho Tulio Maravilha e El Louco Abreu e a você Maurício Paulinho Crissiuma e Zagalo e muitos outros foi só alegria ti amo Glorioso