NOITE ÉPICA DE MUITAS EMOÇÕES

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Que noite tivemos ontem no nosso Estádio Nilton Santos!

Quem não foi, perdeu um dos jogos mais emocionantes que já ocorreram ali no nosso templo.

O time pode não jogar bem, pode não ser o melhor tecnicamente, pode não estar bem fisicamente, mas ninguém pode duvidar do comprometimento (da maioria) deste elenco.

Luta, raça, fibra, vontade, determinação, garra… posso ficar aqui até amanhã descrevendo tudo o que vimos e, principalmente, sentimos ali das arquibancadas.

Após começarmos com uma leve pressão sobre eles, em um contra-ataque com um despretensioso chute de fora da área, a bola morreu no fundo das nossas redes entrando no cantinho. A noite que já começava mal ficaria ainda pior com a expulsão do Bruno Silva após um primeiro amarelo por reclamação e o segundo num carrinho totalmente imprudente na entrada da nossa área. Resultado: Jogaríamos o segundo tempo todo com um a menos.

Perdíamos por 0 x 1, tínhamos dez em campo e jogávamos com um time muito bem armado defensivamente. O treinador deles, ciente da cultura de compensação da arbitragem, rapidamente substituiu os dois jogadores de sua equipe pendurados com cartões amarelos e, assim, terminamos o primeiro tempo de uma noite, até então, trágica.

Começávamos a especular na arquibancada os possíveis resultados diante de tantas adversidades e o desejo de vitória com saldo de gols no primeiro jogo começou a se transformar em desejo por uma simples vitória por 2 x 1 para os mais otimistas,  por um empate por 1 x 1 para os mais moderados e alguns, mais pessimistas, torciam logo era pelo apito final e a derrota pelo valor mínimo porque no segundo tempo tudo poderia piorar.

O que ninguém imaginava era o roteiro que nos aguardava no segundo tempo. O Botafogo conseguiu empatar a partida com Guilherme e sofrer um pênalti minutos depois. Toda aquela esperança renovada com o empate, se transformou em angústia pela possibilidade de mais um tento do adversário, ao mesmo tempo em que a confiança no Gatito criava uma dúbia sensação naqueles poucos minutos de incerteza.

E no dia do goleiro era mais que merecido que o talento do nosso arqueiro sobressaísse. A defesa foi o start que faltava para toda a torcida acreditar na virada e que sairíamos vencedores.

Otimistas, moderados e pessimistas cantavam a plenos pulmões, todos juntos: “Vamos virar Fogo, vamos virar Fogo, vamos virar Fogooooooo!” e o resultado não poderia ser diferente.

Os deuses do futebol haviam preparado uma noite maravilhosa de chuva, redenção e botafoguismo na veia.

Guilherme, novamente ele que ficou um ano sem marcar e fez o primeiro dele semana passada no dia de seu aniversário, marcou o segundo dele no jogo e garantiu a nossa virada.

Explosão no Niltão e vantagem garantida para o jogo da volta.

Obrigado, Botafogo! São noites como essa de ontem que fazem um time batalhador, honesto e guerreiro num time campeão e eu acredito que em 2017 ao menos uma taça será levantada pelo gigante de General Severiano.

Vamos à análise dos heróis de ontem:

– Gatito Fernández: Um monstro nas penalidades. Fez excelentes defesas ao longo do jogo e para coroar sua melhor atuação com a camisa do Botafogo fez o que sabe de melhor, fez seu “gol” no jogo. Brilhante atuação!

– Emerson Santos: Não foi tão bem como lateral como das outras vezes. Cometeu muitos erros de passe e parecia inseguro na função.

– Joel Carli: Fez um bom primeiro tempo e foi substituído no intervalo com um novo desconforto. É um zagueiro muito importante para o elenco, mas que precisa se cuidar fisicamente porque não podemos contar com ele num mês e aguardar outro para que ele se recupere das seguidas lesões que tem.

– Emerson Silva: Não teve boa atuação. Deu um passe displicente na saída de bola que quase resultou em gol e cometeu o pênalti numa entrada onde obviamente não chegaria a tempo na bola e quase pôs tudo a perder.

– Victor Luis: Só não vou elegê-lo o melhor em campo por conta do herói da noite, mas teve outra atuação consistente e segura. Ouso dizer que se trata do melhor lateral esquerdo dos últimos vinte anos que vestiram nossa camisa. Raça, velocidade, correria, determinação, persistência, enfim, é um símbolo do espírito desse time em campo. Sou fã desse cara pela sua conduta em campo e por sua postura fora dele também.

– Airton: Voltando de contusão fez um excelente jogo enquanto esteve em campo e saiu com câimbras. Outro jogador imprescindível no time, assim como Joel Carli, mas que precisa de uma avaliação mais profunda sobre sua condição física. Não podemos contar com ele por 60 minutos e depois não saber quando ele estará novamente apto a atuar.

– Bruno Silva: Foi o destaque negativo da noite. Após ser expulso no Carioca e ser suspenso na Libertadores pelo acúmulo de cartões amarelos, ele arrumou outra expulsão agora pela Copa do Brasil e passará um longo tempo ausente por estar suspenso em todas as competições que o clube participa, além de ainda poder levar um gancho ainda maior nos tribunais. Alguém precisa explicar a ele que excesso de vontade também é prejudicial, que reclamar ostensivamente com a arbitragem sempre acabará com um cartão amarelo que em nada nos beneficia, que a sua importância para a equipe é gigante e que ele precisa ter mais responsabilidade. Coincidência ou não, esse desequilíbrio em campo teve início após as especulações sobre sua convocação à seleção brasileira.

– João Paulo: Esteve mal no primeiro tempo sendo pouco participativo nas ações ofensivas da equipe. Melhorou no segundo, mas aquém das suas últimas atuações fez uma partida com pouco brilho.

– Camilo: Outra partida apagada. Lento na armação, pouco criativo e aparentemente ainda mal fisicamente foi facilmente contido pela boa defesa do Sport e pouco colaborou efetivamente. Outro ponto que gostaria de registrar é essa mania irritante de cobrar os escanteios curtinhos para um outro alguém cruzar. Ou bate o escanteio pra área ou sai pra alguém bater! Essa jogada curta não dá em nada em 99,9% das vezes.

– Guilherme: O herói da noite. Marcou os dois gols e não só por isso foi o melhor em campo. Correu, lutou, ajudou na recomposição defensiva e aproveitou a oportunidade de começar como titular de forma brilhante. Com essa atuação vai ser difícil ficar de fora dos onze iniciais no próximo jogo. Precisa tocar mais a bola em determinados lances, mas está com sorte até quando concluir não é a melhor opção. Ainda deu aula de coletividade na entrevista coletiva ao exaltar a postura do Roger perante o grupo.

– Sassá: Outro ponto negativo que gostaria de me alongar na explanação. Nem tanto por sua atuação, apesar de não ter feito um bom jogo. Como reiteradamente escrevo aqui, ele vinha fazendo por onde a vaga de titular e recebeu a oportunidade na noite de ontem, porém a cada jogo em que ele joga de titular, ele reforça minha opinião de que se trata de um “jogador de segundo tempo”, rendendo muito bem nos últimos trinta minutos de jogo. Mas este nem foi o principal fato relacionado ao Sassá. Constatei desde o ano passado na vitória do Botafogo por 3 x 2 sobre o Atlético-MG na Ilha que o Sassá não comemora nenhum gol que não tenha sido marcado por ele. Ontem ele, inclusive, deixou transparecer que estava puto por não ter sido ele o autor dos gols. Essa dita mudança e amadurecimento que ele diz ter tido parecem apenas da boca pra fora. Continua um moleque egoísta, mimado, imaturo e individualista que não merece vestir a nossa camisa. A principal qualidade desse elenco do Botafogo é a união e o Sassá não possui esta qualidade. Depois de toda sua indisciplina em 2016 e de ter feito grande parte da torcida querer sua saída por conta de suas atitudes, foi novamente abraçado pela torcida, mas parece que apenas aguarda o fim do seu contrato para pegar suas coisas e partir sem se importar com o coletivo. Pela sua postura, voltaria a deixa-lo no banco.

– Marcelo: Entrou no lugar do Joel Carli e deu mais velocidade à nossa defesa. Fez um grande segundo tempo de muito vigor e foi essencial para nossa vitória.

– Matheus Fernandes: Entrou no lugar do Airton e foi bem na composição defensiva da equipe. Cumpriu sua função com competência e deve ganhar mais oportunidades ao longo do ano.

– Pimpão: Entrou no lugar do Camilo e ficou incumbido de puxar nossos contra-ataques, mas não teve participação efetiva em nenhum dos lances decisivos do jogo.

– Jair Ventura: Surpreendeu entrando com uma nova dupla de atacantes no time titular e ao menos a escolha do Guilherme se mostrou acertada. Armou a equipe no esquema que já vinha montando com três volantes e mostrou ter o grupo nas mãos com a volta que a equipe teve para o segundo tempo com vontade, determinação e luta por todas as bolas. Vem fazendo um grande trabalho à frente do clube e apesar de algumas discordâncias pontuais em algumas escolhas, seu trabalho é irrepreensível até então.

Agora voltamos o foco para nosso principal objetivo, a Libertadores. Felizmente teremos seis dias de preparação até o confronto com o Barcelona aqui na nossa casa na próxima terça-feira onde podemos garantir a classificação com uma vitória desde que o Atlético Nacional também vença o Estudiantes.

É manter a pegada, a união do grupo, o espírito vencedor e imbatível e melhorar na parte física para que alcancemos os nossos objetivos ao longo da temporada.

Como sempre digo, sigamos juntos!

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Sigo com minha bandeira na mão e nosso escudo no lugar do coração!

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  • Rafael Padulla disse:

    ol adversário aos 9 minutos em um chutaço de fora da area.

    Bruno Silva se perdeu, foi expulso ainda no primeiro tempo,justamente, após uma reclamação assintosa e um carinho, que lhe rendeu 2 cartões amarelos.
    No intervalo sai o melhor zagueiro do time Carli.
    Empatamos num contra ataque que só Deus explica, uma pressão infernal do Sport, eles perdem um pênalti com uma defesaça de Gatito, depois metem uma bola na trave do Botafogo.
    Airton robou a bola para o primeiro gol do Botafogo, porém ele precisa jogar 90 minutos!!!!
    Camilo é esse futebol que estamos vendo, é o que ele pode fazer, apesar da moral que tem com a torcida ele não é um craque, mas joga de uma forma que nos encanta.
    Guilherme em um novo contra ataque mata o jogo.

    Sem contar a chuva forte no primeiro tempo
    Nenhum time campeão pode jogar sem lateral direito a temporada inteira!!! Se Luis Ricardo não voltar , precisamos contratar para ontem..
    Uma coisa temos que reconhecer, o time tem brigado, mesmo dentro das suas limitações.
    Esse espírito de luta que é necessário em competições estilo Copa.
    Ao contrário de outros anos só o fato do time se entregar nos dá a chance de sonhar.
    Continuo achando o time limitado e sem banco, mas até a expulsão do Bruno Silva o Botafogo dominava o jogo mesmo atrás do placar (golaço do Sport no único chute deles naquele momento)
    Não vamos esquecer também que nosso orçamento não é gigante e a diretoria não da passo maior que a perna.

    Vai ser assim até dezembro, muita luta, futebol limitado, mas acima de tudo não pode faltar vontade e isso o time tem demonstrado.
    É limitado??? Sim, mas vamos como no ano passado jogo a jogo, funcionou até aqui, vamos continuar lutando!!!!

    Saudações Alvinegras!!

    Rafael Padulla

  • jorge disse:

    Concordo plenamente com sua análise referente ao Sasa, também acho que se trata de jogador de segundo tempo e que tem que ter mais espírito de grupo

  • Vivian disse:

    Perfeita sua análise. E no que diz respeito ao Sasá mais perfeita ainda, distoa do restante do grupo!!

  • José Gabriel Amoril disse:

    Grande Thiago! Valeu!

  • Geralyn disse:

    Hey, you’re the goto exprte. Thanks for hanging out here.

  • Margery disse:

    Stay with this guys, you’re henlpig a lot of people.