O MAIOR REBAIXADO DO ANO (HÉLIO DE LA PEÑA)

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Esse é o sentimento da torcida. Reconhecemos as limitações, o cobertor curto, o elenco modesto, o longo calendário, tudo isso. Ainda assim, acreditamos e apoiamos até o final. Mas não podemos aceitar passivamente que um time jogue para o alto a classificação que tinha nas mãos. A decadência dos últimos dois meses foi menosprezada até o final da melancólica trajetória. A cada derrota, um lamento e o pedido pra que renovássemos nossas esperanças, ou porque o próximo adversário seria mais fácil ou porque jogamos melhor contra adversários mais fortes.

A derrota não vinha acompanhada de nenhuma autocrítica e sim de uma certeza de que no próximo jogo tudo se acertaria. Jair chegou a afirmar, após a derrota contra o Flu que a classificação seria sofrida, mas que viria na última rodada. Depois do derradeiro triunfo do ano, a vitória sobre o Corinthians em 23 de outubro, foram oito jogos e só ganhamos um, contra o Sport. Na reta final, cinco jogos – 15 pontos e só conquistamos dois. Só dependíamos de nós mesmos contra o Cruzeiro e saímos na frente, mas não sustentamos o resultado positivo. Chegamos estar em sexto em algum momento do domingo. Acabamos a rodada em décimo, na Sul Americana. Nosso problema, porém, não foi esse empate.

Qual foi o problema, afinal? O cardápio é amplo e variado. A irritante virada do São Paulo no Niltão ainda no primeiro turno? A derrota contra o Atlético-GO de quem tiramos apenas 1 ponto dos 6 disputados? O desmonte que o time sofreu no decorrer do ano? O baque após a saída da Libertadores?  A falta de comando? A falta de disposição? A falta de um centro-avante? As férias antecipadas por cartões amarelos evitáveis? A falta de tato nas negociações? A debandada precipitada dos jogadores? O discurso acomodado da continuidade, quando ninguém está satisfeito com o que está vendo? A certeza absoluta e inabalável do Jair? O bate-boca do presidente com jogadores que estavam de saída?

Entendo o apelo do nosso treinador para não jogarmos tudo o que vivemos este ano fora, para não esquecermos de que estivemos nas quartas da Libertadores, na semifinal da Copa do Brasil… Mas a sensação de morrer na praia quando já estávamos de pé, com a água batendo na canela, é deprimente, vexaminosa.

Apesar de tudo isso, sempre seremos Botafogo. Vamos recolher os cacos e tentar que o ano que vem seja enfrentado com garra do início até o fim, seja na Taça Guanabara, no Carioca, na Copa do Brasil, na Sul Americana ou no Brasileirão. Que sejamos mais felizes em dezembro de 2018. Até lá, amigos.

 

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