CT. Enfim, as obras vão sair do papel

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A esperada obra do CT do Botafogo enfim está perto de começar. Mas, devido à crise financeira que o clube atravessa, a reforma será feita aos poucos e pode demorar alguns anos até ficar 100% pronta. A diretoria dividiu em seis etapas a construção do projeto, começando pelos campos. Após receber o orçamento de empresas do ramo, o clube irá escolher até o fim da semana a responsável pelos gramados e programou o início para novembro.

Os cerca de R$ 5 milhões financiados pelos irmãos Moreira Salles para a reforma do Espaço Lonier, em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, não serão suficientes para montar 100% de todo o projeto, que é da Tecnoplano, empresa portuguesa que tem no currículo os centros de treinamento da seleção de Portugal e do Benfica. Por isso, as demais cinco etapas dependerão da captação de novos recursos, a partir da temporada de 2019, para saírem do papel.

A diretoria esperava começar as obras em julho e mirava treinos no CT já no início do ano que vem, mas, em função do atraso, provavelmente a pré-temporada de 2019 ainda não poderá ser realizada na nova casa. Tanto que alternativas de locais já começaram a ser estudadas – em 2016 e 2017, a preparação foi feita em Domingos Martins, na região serrana do Espírito Santo, e este ano foi no próprio Estádio Nilton Santos. A expectativa é de fazer a mudança pelo menos das categorias de base até o meio da próxima temporada.

No início de agosto, o projeto final do Centro de Treinamento do Botafogo foi exposto pela Tecnoplano, empresa lusitana responsável pela reforma do Espaço Lonier. Os portugueses apresentaram uma planta de primeira linha com sete campos, sendo que três oficiais de grama natural para os profissionais, três semioficiais para a base e outro semioficial, que poderá ser sintético.

O projeto foi apresentado para setores do clube, como os departamentos de futebol e médico, o que permitiria a contrapartida com sugestões. Desde o início, o objetivo do Botafogo era ter um Centro de Treinamento que integrasse os meninos da base aos profissionais, e isso está cada vez mais próximo de acontecer.

Confira detalhes do investimento no CT

A operação de compra do CT, aprovada em julho do ano passado no Conselho Deliberativo, terá um custo total de R$ 25 milhões pagos pelos irmãos Moreira Salles, que serão ressarcidos em um prazo de 30 anos, em 360 parcelas corrigidas pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor).

Do montante, foram R$ 20 milhões para adquirir o terreno e outros R$ 5 milhões para realizar melhorias no local. Porém, o custo aumentou em R$ 300 mil para comprar a parte do terreno que estava como posse, com isso sobrarão R$ 4,7 milhões para reformas.

Em caso de inadimplência do clube, os irmãos poderão romper o contrato, restituindo tudo pago com desconto de 10%. Também será obrigatório a construção de uma escola no complexo.

No acerto está previsto que 20% dos jogadores da base que vierem a ser negociados serão destinados aos financiadores para amortizar a dívida. Só vale para vendas após a assinatura.

Fonte: Globo.com

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Assista o programa de ontem, 22/10/2018

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