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Deputado nega clube-empresa para Bota

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Uma comissão de clubes brasileiros rejeitou, pela segunda vez, a proposta de projeto de lei de clube-empresa feita pelo deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ). Mas o parlamentar rebate as críticas, alfineta times que a minam a lei e nega que seja uma legislação só para o Botafogo, time do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Lembra que clubes como Corinthians e Athletico-PR também mostraram interesse em se transformarem em empresas. A ideia de Pedro Paulo é finalizar o texto do projeto com algumas alterações após sugestões do clube e colocar para votação ainda em outubro. Há essa pressa por que, com a reforma da previdência, não será possível refinanciar as dívidas no tempo defendido pelo deputado. A comissão de clubes se reuniu na CBF e soltou um comunicado em que diz que “os clubes entendem que o projeto demanda um período maior de debates”. Há clubes que nos bastidores que argumentam que a lei está sendo feita para salvar o Botafogo, que tem um projeto de clube-empresa para o final do ano. O deputado Pedro Paulo rebate essa tese.

“E por que o Corinthians está interessado com projeto? Por que o Athletico-PR também está interessado? Por que o Fluminense tem um seminário para discussão de clube-empresa. Estamos estudando a dívida do Botafogo porque é crônica. Mas falamos também com o Cruzeiro, com o presidente do Bahia. Estamos conversando com todo mundo”, afirmou Pedro Paulo. Segundo ele, tanto o Corinthians quanto o Athletico-PR têm projetos de clube-empresa e defendem o modelo de 50% mais um, com as associações civis mantendo a maioria das ações da empresa. Questionado sobre o assunto, o presidente corintiano, Andrés Sanchez, não quis falar sobre o assunto. Uma outra crítica dos clubes tem sido em relação ao plano de refinanciamento das dívidas fiscais. Ou seja, um novo parcelamento poucos anos deopis do Profut que já tinha incluído todas as dívidas federais dos clubes. “Refis não é para eles. É só para quem vai virar empresa. Essa é uma decisão do governo, do Estado, entre credor e devedor. É bom para o credor . É um esquema de dívida que o estado só ia receber em 20 anos. Claro que tem que calibrar o refinanciamento porque pode causar um desincentivo. O que não deu certo é fazer refinanciamento para associação civil”, contou. E reclamou das críticas feitas pelos clubes, fazendo referência ao Vasco cujo presidente Alexandre Campello foi o porta-voz daqueles que criticaram o projeto de lei.

“Não conseguimos entender o que eles querem? Qual a proposta deles?”, disse. “Sou receptivo quando recebo proposta. Falaram de recuperação judicial. ok, continua com a sua dívida de R$ 650 milhões (essa é a dívida do Vasco). Não vou fazer ajuste como o Flmaengo? Ótimo, pode ficar. Não pode impedir que outros clubes façam seus refinanciamentos.” Está previsto pelo texto ainda uma benefício dos direitos sobre apostas para os clubes que virarem empresas. Isso significaria que eles receberia uma remuneração dos sites de apostas pelo uso de seus nomes, o que não seria dado aos times que continuassem como associações civil. “Os Betting rights são um modelo de incentivo para quem virar empresa.

Quem continua como associação civil vai continuar com a carga tributária diferente. Não seria injusto nestes casos? O clube quer continuar como associação civil, ele vai ter ônus e bônus. Não é um projeto para quem quer ficar como associação civil.” Havia ainda críticas dos clubes ao modelo de legislação trabalhista proposto que dará a opção de jogadores que ganham acima de R$ 11.600 possam ser remunerados como empresas. “Quem está ajudando a redigir essa parte sobre os salários é o presidente do Fluminense Mario Bittencourt.  Estão feitos aprimoramentos inclusive ouvimos o ministro do TST Caputo. Foi olhado isos na vírgula por especialistas da Justiça do Trabalho.

Fonte:uol

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