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Dupla de jovens laterais deixa a desejar no primeiro teste juntos

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Fernando, pela direita e Lucas Barros, pela esquerda, foram escalados como titulares nos lados do campo pela primeira vez na temporada, mas sofreram na hora de marcar o rival

Além da falta de criatividade evidente, o empate sem gols do Botafogo com o Ceará, no último sábado, chamou a atenção para outra dificuldade da equipe no setor defensivo. Sem poder contar com Gilson, lesionado, Barroca escalou a dupla de laterais formada por Fernando, na direita, e Lucas Barros, que fazia sua estreia como titular da equipe principal, na esquerda. Os “garotos de General”, porém, não foram bem e os donos da casa chegaram com facilidade pelos lados do campo, com um total de 36 cruzamentos. O resultado só não foi pior para o Alvinegro graças a falta de pontaria do adversário e da grande atuação do goleiro Gatito.

A formação com Fernando e Lucas Barros como responsáveis pelas laterais foi inédita no time em 2019. O primeiro ganhou a posição na direita em razão da decisão do técnico de utilizar Marcinho, antigo ocupante do posto, como ala ofensivo. O segundo foi utilizado na esquerda pela ausência forçada de Gilson, titular no setor, que segue em tratamento de uma lesão na coxa direita.

O primeiro teste dos dois juntos deixou a desejar, pelas falhas na marcação defensiva. Os laterais não conseguiram acompanhar as investidas do Vozão e sofreram com Leandro Carvalho, Lima e, posteriormente, Wescley. Na partida em Fortaleza, foram 36 cruzamentos para anfitriões, que acertaram dez. Na tentativa de ajudar na marcação, Marcinho voltou muito e deixou a desejar no ataque.

Aos 20 anos, os dois jogadores são contemporâneos das categorias de base do Botafogo e foram promovidos ao elenco principal nesta temporada. Fernando já fez 12 jogos no Brasileirão e disputou a posição com Marcinho. A dobradinha entre os dois vista no segundo tempo da derrota para o Internacional na 17ª rodada, com Marcinho atuando mais avançado agradou Barroca. Na partida seguinte, contra o Atlético-MG, Fernando voltou ao time titular e teve boa atuação, na vitória por 2 a 1, novamente ao lado do ex-dono da vaga. A tendência é que Barroca o mantenha na posição, uma vez que o camisa 4 se mostrou mais adaptado à função de ala.

Já Lucas Barros, foi promovido ao time principal graças a venda de Jonathan para o Almería, da Espanha, no final de agosto. No Brasileirão, participou de três jogos e a primeira oportunidade como titular foi no 0 a 0 com o Ceará. A atuação deixou a desejar e ele foi substituído no segundo tempo, por Gustavo Bochecha, com Cícero sendo deslocado para a lateral-esquerda. Caso Gilson se recupere a tempo de enfrentar o São Paulo, no próximo sábado, Lucas deve voltar para o banco. Outra opção do treinador é improvisar novamente o meia.

O elenco enxuto do Botafogo, que sofre com lesões e a saída de jogadores, não permite mais opções de trocas a Barroca. A capacidade de adaptação tem sido uma das características mais marcantes do Alvinegro em 2019.

Falhas na saída de bola

Além de ter de lidar com a oscilação dos laterais, comum a jogadores jovens, Barroca vai precisar voltar as atenções para outro problema no Glorioso na segunda metade do Brasileirão. Quando a equipe enfrenta time que marcam a saída de bola, tem dificuldades e acaba falhando diante da marcação alta. Contra o Ceará não foi diferente e o time teve muitas dificuldades de sair jogando e criar oportunidades de gol.

Mesmo com a entrada de Leo Valencia e Gustavo Bochecha, meias com características mais criativas e do atacante Rodrigo Pimpão, no segundo tempo, o panorama não se alterou. Durante os 90 minutos, foram apenas três finalizações, nenhuma delas em direção ao gol. Os números deixam a desejar para uma equipe que tem pretensões de terminar o Campeonato com um lugar garantido na Libertadores de 2020.

Fonte: lance.com.br

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