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Em caso de queda no Brasileiro, Botafogo teme caos financeiro e futuro dos investidores

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Em caso de queda no Brasileiro, Botafogo teme caos financeiro e futuro dos investidores

Se ao fim do primeiro turno, o Botafogo tinha motivos para sonhar com a Libertadores (27 pontos e 10º lugar na tabela), passadas 11 rodadas do returno, o pensamento é apenas um: permanecer na Série A para só depois pensar no futuro.

Até porque o futuro depende da permanência. O rebaixamento significaria revisão de contratos, cotas menores de TV, “ameaça” à Botafogo S/A, além de dificuldade em atrair patrocinadores, o que já foi um problema na temporada. Sem a parceria com a Caixa desde janeiro, o clube não conseguiu ocupar o principal espaço do uniforme.

Dos 33 pontos em disputa no segundo turno, o Alvinegro conquistou apenas seis.

Internamente, o discurso de dirigentes e conselheiros é realista. Evita-se falar do novo CT, cujas obras avançam lentamente, e de planejamento para a próxima temporada. Com salários atrasados e sem recursos para bancar contas básicas, como água e luz, o Botafogo vive um dia de cada vez.

“Estamos à espera dos investidores”, resume um dirigente.

O foco é todo no futebol profissional. Na última semana, por exemplo, o clube utilizou o termo “racionalização financeira” para comunicar que não disputaria o Campeonato Estadual Adulto de Voleibol e a Superliga.

Sem títulos na base em 2019, há ainda um mal-estar nos corredores de General Severiano devido ao baixo investimento nas categorias inferiores.

O início de Alberto Valentim também preocupa e confirma o que já se esperava: a troca do comando técnico, que dividiu opiniões, não faria milagre no Botafogo. O treinador soma uma vitória e quatro derrotas – aproveitamento de 20%. Com ele, o time sofreu 12 gols e marcou três.

O “projeto investidores” é o único esforço do clube nesse momento fora de campo. Um grupo de trabalho finaliza o plano de negócios, que será entregue nesta semana ao Conselho Diretor. Mas é apenas o primeiro passo: a captação de recursos, parte mais complicada, vem em seguida.

Mas, para que a Botafogo S/A saia do papel já em 2020, livrar-se do rebaixamento é fundamental. Não que o projeto seria inviabilizado caso o time dispute a série B, mas ficaria mais difícil conseguir parceiros.

Das oito partidas restantes, quatro são contra equipes que estão no G-8 do Brasileirão. As outras quatro contra times que lutam contra o rebaixamento. Situações extremas e que exigem do Botafogo a reação que o time não mostrou ainda no segundo turno.

Pesa a favor o fato de cinco desses jogos serem no Nilton Santos. A diretoria aposta em campanhas para atrair o torcedor nessa reta final. Entende que o estádio cheio pode motivar os jogadores.

Nesta quinta-feira, o Botafogo recebe o Flamengo, às 20h, no Nilton Santos.

Fonte: globoesporte.com

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