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Bruno Antunes

ESTÁDIO CHEIO, SUPERIORIDADE E DERROTA

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Qualquer derrota é dolorosa, qualquer derrota nos deixa tristes e faz o dia seguinte ser mais difícil.

Existem algumas derrotas que se tornam inesquecíveis, seja pela importância da partida, seja pela forma que elas ocorrem ou até mesmo pela imprevisibilidade inerente ao esporte.

Mas acredito que a pior derrota é aquela em que nos enchemos de esperança, mesmo sabendo que o time é inferior ao adversário, enchemos o estádio, convidamos os amigos e ela vem nos encher de tristeza e jogar um balde de água fria nesse movimento de apoio incondicional.

O Botafogo é craque em nos presentear com derrotas assim. Pode pesquisar aí, “o estádio encheu, o Botafogo perdeu”. Juventude, Figueirense, São Paulo há alguns anos, Paysandu na série B num lindo domingo pela manhã, ontem e em mais um monte de jogos em que lembro ter saído com a certeza de que não voltaria até vir a próxima rodada e eu lá estar de novo.

Ontem saí do estádio ouvindo essa frase de muitos torcedores que sempre vejo lá, chateados pela derrota, não só pela perda dos pontos, mas por saber que aqueles que não vão com assiduidade novamente se decepcionaram com o resultado e, provavelmente, passarão outro longo período sem ir.

Obviamente, não estou dizendo que quero o estádio vazio. É claro que não. Quero estádio com ingressos esgotados em todos os jogos, a torcida empurrando o time e o Botafogo vencendo sempre, fazendo com que seu estádio (seja ele qual for) se torne fundamental e imbatível nos campeonatos que o time disputar, mas o Botafogo, às vezes, faz força para não se ajudar.

Por outro lado, gostaria de destacar que foi lindo ver a torcida apoiando o time mesmo depois do apito final e reconhecendo o esforço e a atuação do time que foi superior por praticamente todo o jogo.

Não estou procurando culpados, nem dizendo que é sempre assim. Claro que em outros jogos o estádio encheu e vencemos, mas essas derrotas que destaquei acima, por alguma maneira, ficaram marcadas na minha memória de uma forma que nem precisei fazer força para lembrá-las e se isso aconteceu comigo, certamente acontece com meus irmãos de camisa.

O que nos cabe é voltar lá, encher novamente o estádio e esperar pelas vitórias que virão para podermos comemorar com aqueles que resistiram a uma pequena tristeza acreditando na possibilidade de participar in loco dos dias de alegria.

A você que vai ao estádio de forma esporádica e que participou de várias dessas derrotas, não desanime. Te garanto que vale a pena demais ir a todos os jogos possíveis, pois nas derrotas nos tornamos mais resilientes; nos empates, saímos com aquele gostinho de quase ou com o sentimento de vitória moral, dependendo de como foi a partida; e nas vitórias, o sabor é tão gostoso e indescritível que compensa cada momento de tristeza que já tenhamos passado.

Enfim, volte sempre! Volte pra casa! O Botafogo precisa de você e certamente mais dias de alegria indescritível virão e serão extremamente compensadores e ainda mais inesquecíveis. Quem não sem lembra com detalhes de 89, 95 ou da cavadinha do Loco Abreu?

Vamos ao jogo. Iniciamos com: Sidão, Emerson Santos, Renan Fonseca, Emerson Silva, Victor Luis, Dudu Cearense, Bruno Silva, Diogo Barbosa, Camilo, Neilton e Canales. Entraram: Rodrigo Pimpão (Emerson Santos), Vinicius Tanque (Canales) e Leandrinho (Dudu Cearense).

Logo aos 3’, bobeada do Neilton na intermediária defensiva e o bom lateral santista tomou a bola e bateu de fora da área. Bola indefensável para Sidão. 0 x 1.

Daí em diante, o jogo foi todo do Botafogo. Tivemos diversas chances ao longo, principalmente, do primeiro tempo com Dudu Cearense, Neilton duas vezes, Canales, mas pecamos na finalização em todos esses lances e não conseguimos igualar o placar.

Ao fim dos primeiros 45 minutos, o Botafogo teve 8 chutes a gol (ao menos metade com chances reais de gol), bola na trave, reclamação de pênalti em 2 lances, 19 bolas levantadas na área contra nenhuma do Santos. Enfim, superioridade não traduzida em gols.

Na volta do intervalo, o time não voltou como antes. Apenas aos 18’, outra chance clara com Neilton em chute de fora da área em que confesso que gritei gol no estádio.

E aí acredito que um ponto fundamental para não termos ao menos conseguido o empate foi a atuação do nosso treinador.

Fico bem à vontade de criticá-lo por essa partida, pois na anterior ele foi perfeito e reconheci isso aqui. A escalação inicial foi dentro do que ele vinha fazendo e apesar de não concordar com a escalação do Emerson como lateral novamente, principalmente por estarmos jogando em casa, entendi a coerência de suas escolhas.

Mas, a partir de suas substituições, ele fez tudo de errado. Primeiro demorou a mexer no time e só o fez na metade do segundo tempo em um jogo onde perdíamos e que voltamos mal. Depois, tirou o Emerson (que vinha jogando bem), aos 23’, para a entrada do Pimpão, que até agora não teve nenhuma boa atuação desde sua volta e, portanto, não consigo entender porquê ele sempre é a primeira opção ofensiva do time.

Com isso, Victor Luis foi deslocado para a lateral direita e o Diogo voltou a ser o lateral esquerdo e isso fez com que perdêssemos nosso melhor setor de transição entre a defesa e o ataque, pois o lado esquerdo com a dobradinha de laterais de origem era nossa melhor força ofensiva até então.

Aos 29’, Camilo teve chance de marcar o terceiro gol a concorrer pelo Puskas, mas não pegou tão bem dessa vez. Aos 30’, Dudu Cearense deu um chute tão bisonho que não conseguirei descrevê-lo aqui. Ninguém que foi ao estádio merecia ver um lance daquele.

Aos 31’, Jair voltou a errar. Trocou Canales por Vinícius Tanque. A saída do Canales não foi o problema, mas ver Vinicius Tanque com a camisa do Botafogo em campo é algo que me dói o coração. Esse menino não pode ser nem a opção de centroavante do Botafogo. Isso com Luis Henrique relacionado no banco…

Aos 39’, enfim, ele tirou o Dudu Cearense que fez uma das piores partidas do elenco esse ano para a entrada do Leandrinho e, dessa vez, não entendi porquê o Leandrinho não entrou antes para auxiliar na criação de jogadas. Será que ele seria a solução do time nos últimos 5 minutos onde a jogada principal se torna, comumente, aquele chuveirinho na área?

Daí até o fim do jogo, o Botafogo tentou o empate de forma desorganizada e, infelizmente, não conseguiu.

Para fazer valer o ingresso, Sidão deu uma linda bicicleta da entrada da área, aos 49’, que fez o torcedor perder o ar por alguns segundos, mas não foi o suficiente para nos trazer de volta o sorriso ao rosto.

Fim de jogo e o resultado nos traz de volta à nossa realidade. Precisamos mesmo focar nos 46 pontos e terminar o ano com tranquilidade, planejando o ano que vem para que tenhamos um ano com objetivos maiores do que a manutenção na série A.

Como destaques, tivemos a atuação insegura, porém eficiente do Renan Fonseca. Emerson Santos bem defensivamente improvisado na lateral e Victor Luis fazendo mais um bom jogo. Diogo Barbosa também bem na dobradinha pelo lado esquerdo e Camilo correndo e buscando jogo o tempo todo. Sidão não foi muito exigido e não teve nenhuma culpa no gol que sofremos.

Por outro lado, alguns jogadores renderam um pouco abaixo do esperado. Emerson Silva fez uma péssima partida, assim como Dudu Cearense e Neilton, que erraram tudo que tentaram. Bruno Silva não fez uma de suas melhores atuações e cometeu erros bobos. Canales continua pesado e prova a cada jogo que é um ex-jogador em atividade que foi contratado pelo Botafogo num momento de desespero.

Dos que entraram, Pimpão continua sem dizer a que veio, Tanque brigou e lutou contra os zagueiros, pois é a única coisa que ele tem a oferecer e Leandrinho jogou muito pouco tempo (mesmo assim quase empatou no fim).

Enfim, fizemos um bom primeiro tempo com muitas chances perdidas e um segundo tempo bem diferente, onde o treinador ainda colaborou para que o empate não viesse. Não tem nada perdido, nenhuma catástrofe em perder para um time com plantel superior ao nosso.

Agora teremos dois jogos fora de casa contra Vitória e América-MG e precisamos manter o foco de pontuar sempre. Acredito que se voltarmos com 4 pontos desses 2 jogos já está de bom tamanho. O primeiro é domingo às 18:30 e esperamos que a boa atuação de ontem seja repetida, porém com gols desta vez.

Ainda teremos o jogo de volta da Copa do Brasil e vamos aguardar para ver qual time entrará em campo. Você iria de titular, misto ou reserva? Deixe sua opinião nos comentários!

Sigo acreditando em um fim de ano tranquilo e descrente em conseguirmos algo mais que isso em 2016.

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Bruno Antunes

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