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Bruno Antunes

GOSTINHO DE ACABAR COM O CHEIRINHO

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Em um sábado chuvoso e de muita tensão, entramos em campo dispostos a acabar com qualquer cheiro que pudesse estar impregnando o Rio de Janeiro.

Aquele cheirinho insuportável, prepotente e soberbo que fala muito, mas pouco faz de efetivo. Aquele cheirinho criado e exaltado pela mídia, mas que não passa de um fedor, de uma catinga disseminada por arrogantes. Um odor insuportável que se sente perfume importado, mas não passa de “aqua de valon”.

O Botafogo perdeu a grande oportunidade de enterrar de vez essa mulambada fétida e jogar a pá de cal nas esperanças deles. Por outro lado, o empate foi muito mais prejudicial a eles do que a nós.

Foi lindo ver aquela multidão mal vestida descendo as rampas do Maracanã com os olhos marejados enquanto a torcida do Fogão cantava em alto e bom som: “A – E – I – O – U, cheirinho é meu p!&#, cheirinho é meu p!&#!”. Chupa Mulambada!!! O delírio de vocês acabou de vez!

O Botafogo iniciou o jogo com: Sidão, Alemão, Joel Carli, Emerson Santos e Victor Luis, Airton, Rodrigo Lindoso, Bruno Silva e Camilo, Neilton e Pimpão. Entraram: Diogo Barbosa (Airton), Sassá (Neilton) e Gervásio Nuñez (Victor Luis).

O Botafogo começou o jogo pressionado pelo ímpeto inicial do adversário, mas não passou nenhum grande susto nos primeiros 15 minutos.

Após este pequeno período de adaptação ao jogo, o Botafogo criou suas primeiras oportunidades. Primeiro, aos 19’, em chute de fora da área de Airton, que passou perto. Depois, aos 20’, foi a vez de Rodrigo Lindoso concluir da entrada da área para fora.

Aos 26’, Neilton recebeu ótimo passe de Airton, mas demorou e foi travado na hora do chute.

Até então, o Botafogo já havia equilibrado as ações, mas permanecia com menor posse de bola. Com a redonda nos pés, foi um show de canetas alvinegras na etapa. Neilton, Airton e Victor Luis distribuíram os brindes e levantaram a galera.

Aos 36’, Sidão foi obrigado a fazer bela defesa na melhor chance deles no primeiro tempo.

Antes do apito final, Pimpão ainda tentou tirar o zero do placar em chute defendido pelo goleiro deles aos 45’.

Na volta do intervalo, o Botafogo quase abriu o placar em quinze segundos.

Em jogada ensaiada, Carli fez longo lançamento para Rodrigo Pimpão, que, de cabeça, ajeitou para Neilton que recebeu, gingou e bateu de fora da área para grande defesa do goleiro mulambo.

O Botafogo confirmou a melhora na etapa em outra chance desperdiçada aos 4’. Alemão cruzou, o goleiro deles saiu mal e Pimpão se antecipou desviando a bola em disputa pelo alto, onde a pelota caprichosamente saiu rente à trave.

O ritmo caiu um pouco até que, aos 19’, foi a vez de Camilo arriscar chute da entrada da área sem grande perigo.

O jogo permanecia truncado, disputado e aberto com as duas equipes tentando criar oportunidades para abrir o placar, mas com pouca efetividade de ambos os lados.

Aos 28’, Airton deu lugar a Diogo Barbosa e aos 37’, Sassá entrou na vaga de Neilton.

O Botafogo teve mais alguns chutes a gol que não levaram grande perigo.

Gervásio Nuñez entrou aos 42’ e Sassá recebeu amarelo, aos 43’, ficando suspenso da próxima partida.

Aos 44’, Pimpão concluiu por cima após boa jogada de Alemão pela direita e, aos 47’, a chance do jogo.

Pimpão recebeu lindo lançamento em profundidade, partiu em velocidade e, no momento da consagração e de marcar o gol da vitória, bateu na rede pelo lado de fora, livre, em lance em que se precipitou para concluir e perdeu grande oportunidade.

No minuto seguinte, Emerson Sheik aprontou mais uma das suas e deu entrada criminosa no Carli e recebeu apenas cartão amarelo no lance em que merecia expulsão.

Fim de papo! O zero não saiu do placar, mas o cheirinho saiu do Maracanã ainda mais fraco do que antes da bola rolar.

A torcida saiu satisfeita com o empenho e determinação do time, mas com aquela sensação de que dava para termos vencido, pois tivemos as oportunidades mais claras ao longo da partida.

No raio-x, jogador por jogador, tivemos:

– Sidão: Muito bem quando foi exigido.

– Carli: O xerife da zaga. Impressionante como o sistema defensivo fica intransponível com sua presença.

– Emerson Santos: Cometeu alguns erros, como uma saída de bola bizarra no segundo tempo, mas acabou não comprometendo. Fez o lançamento para a chance perdida pelo Pimpão no fim.

– Alemão: Não subiu ao ataque com frequência, pois estava preso à marcação, onde foi muito bem anulando o Fernandinho.

– Victor Luis: Assim como seu companheiro de posição, manteve-se focado primeiramente em marcar e foi muito bem na função.

– Airton: O melhor em campo junto com Carli. Infelizmente, ainda apresenta problemas em sua condição física e precisou novamente ser substituído antes do fim do jogo.

– Rodrigo Lindoso: Um pouco abaixo das últimas atuações, mas, ainda assim, exerceu bem seu papel.

– Bruno Silva: Assim como Lindoso, não comprometeu e cumpriu a função.

– Camilo: Mais uma vez, muito mal. Permanece no time titular por não possuir reserva à altura e pela esperança de todos de que resolva as partidas em um lampejo de genialidade.

– Neilton: Fez uma de suas piores partidas pelo Botafogo. Pouco participou e errou nas jogadas em que teve oportunidade.

– Pimpão: Fez uma excelente partida, mas pecou na hora de tirar a nota máxima desperdiçando o que seria o gol da vitória.

– Diogo Barbosa: Entrou fora de ritmo de jogo, mas não comprometeu.

– Sassá: Entrou e em cinco minutos conseguiu apenas receber um cartão amarelo e ser suspenso do próximo jogo. Pra quem não lembra, foi expulso no início do ano em situação semelhante após voltar de longo período machucado e entrar no fim jogando apenas 4 minutos na decisão do Estadual.

– Gervásio Nuñez: Entrou faltando poucos minutos e qualquer avaliação seria injusta.

– Jair Ventura: Escalou o time mantendo sua filosofia, mas acredito que tenha demorado para fazer as substituições, o que, na minha opinião, não influenciou diretamente no resultado.

Com o empate, completamos sete jogos de invencibilidade, mais de dois anos sem saber o que é perder para eles e ainda tivemos o gostinho de acabar com o cheirinho. #temquerespeitar

O Botafogo segue na zona de classificação para a Libertadores e agora precisa fazer o seu dever de casa no dia 16/11 às 19:30 contra a Chapecoense na nossa casa de praia, a Arena Botafogo, na Ilha.

Teremos aí onze dias para recuperar fisicamente toda a equipe e fazer uma excelente preparação para conquistarmos os próximos três pontos sem maiores dificuldades.

E pra fechar, mais uma canção cantada pela torcida no estádio e que começa também com uma vogal: “Ihhhhh, Libertadores qualquer dia tamo aí!!!”

Vamos Botafogo!!! Faltam só duas vitórias nos próximos quatro jogos.

Por fim, volto a te convidar a conhecer os novos planos de sócio torcedor do Botafogo. Por apenas R$ 13,90, você ajuda nosso clube e tem uma série de benefícios no plano básico. O clube baixou os preços dos pacotes e agora os novos valores são: R$ 100,00 (arquibancada Norte), R$ 195,00 (arquibancada Leste) e R$ 390,00 (Social) para todos os jogos restantes com mando de campo do Botafogo no Campeonato Brasileiro.

Associe-se em Sou Botafogo. O Botafogo somos nós e precisamos participar do processo de soerguimento do clube.

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Bruno Antunes

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