Inspiração para os jogos da Sul Americana

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Se fosse um casamento, Botafogo e o seu maior título internacional teriam completados bodas de prata nesta segunda-feira. Vinte e cinco anos depois daquela disputa de pênaltis contra o Peñarol, do Uruguai, que entrou madrugada adentro do dia 1º de outubro de 1993, o clube voltou a homenagear os campeões da Copa Conmebol na noite desta segunda-feira, no Salão Nobre de General Severiano.

O evento contou com homenagens póstumas ao ídolo Carlos Alberto Torres, técnico do time na época, e ao lateral-esquerdo Clei, assassinado três anos depois do título; com o lançamento oficial do livro “1993 A estrela solitária brilha na América”; com a presença do presidente Nelson Mufarrej e dos ex-mandatários Carlos Eduardo Pereira e Mauro Ney; o preparador físico Ronaldo Torres e 11 jogadores do elenco campeão:
Alexandre Agulha
André
China
Claudio
Eliel
Eliomar
Marcelo Carioca
Nélson
Rogerinho
Rogério Pinheiro
Sinval

Do time titular naquela final no Maracanã, quatro não compareceram: o lateral-direito Perivaldo e o meio-campo Suélio, que moram em Santa Catarina e Paraíba, respectivamente, e não puderam participar; o atacante Aléssio, atualmente auxiliar do Atlético-GO e que não pôde viajar; e o goleiro Willian Bacana por motivos pessoais. O herói do título com dois pênaltis defendidos ainda vive no Rio de Janeiro, é preparador de goleiros do Nova Iguaçu, mas guarda mágoa com o clube.

O Botafogo ganhou uma camisa e uma faixa de campeão originais da época, autografadas pelos jogadores e pelo Capita. As peças foram doadas pelo autor do livro, Bernardo Braga, e um torcedor ao centro de memória do clube, expandindo um acervo até então pobre daquela conquista. Elas se juntarão à réplica da taça original, que sumiu há muitos anos e nunca se soube do paradeiro.

Durante o evento, o presidente da conquista de 1993, Mauro Ney, revelou um pedido para a atual diretoria dar o título de sócio-honorário do clube para os jogadores daquele elenco. O ex-dirigente explicou o seu ponto de vista, lembrou que o Botafogo continua sendo o único carioca campeão internacional no Maracanã e ainda provocou o Flamengo, lembrando da eliminação para o América-MEX na Libertadores de 2008.

– Acho justíssimo porque já existem, com toda justiça, outros atletas profissionais honorários. Esses também merecem esse título, e tenho certeza de que vai ser dado pelo Conselho Deliberativo. (…) Esse time, longe de ter sido o mais brilhante da história do Botafogo, mas está entre aqueles que mais honrou esta camisa. Eles se doaram, deram tudo, no comando do nosso saudoso e querido Carlos Alberto Torres. (…) Nós não enfrentamos o Cabañas, tivemos praticamente a seleção uruguaia na nossa frente – argumentou, alfinetando o maior rival.

Fonte: Globoesporte.com

Confira abaixo a Live feita por Flávio Dupim no Lançamento do livro: 1993 A estrela solitária brilha na América

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