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Lohana Monaco

Julho, o mês de Barroca

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Domingo, 14 de julho de 2019: a tarde na qual o futuro de Barroca como treinador começará a se desenhar de uma forma mais precisa.

Nesse dia, prestes a completar três meses no comando do Botafogo, o tão falado “barroquismo” volta a campo para enfrentar o Cruzeiro, no Mineirão.

Até então, havia, para todos os questionamentos, a justificativa da “pausa da Copa América”, um período de vinte dias no qual Barroca poderia exercer intensivamente sua filosofia de treinamento, com o objetivo de entrosar e acertar o time para os últimos três quartos do campeonato brasileiro.

Pois bem, o mês de julho reserva para nosso treinador jogos nada simples, nos quais se incluem as oitavas de final da Sul americana contra o Atlético-MG (dias 24 e 31), além de um desafio fora de casa e um no Nilton Santos contra Cruzeiro (dia 14) e Santos (dia 21), respectivamente, e um clássico contra nossa maior rival, no Maracanã (dia 28).

A leitura dos primeiros nove jogos não é unânime entre os torcedores: enquanto alguns afirmam que fizemos poucas boas partidas e que vencemos a maioria por um golpe de sorte que não nos é comum, outros enxergam uma excepcional evolução tática e física e já estão a ponto de exibir um pôster do nosso treinador na parede da sala.

Especialmente para o torcedor desconfiado (e não seria redundância chamar o botafoguense de desconfiado?), a história de Barroca no Glorioso tem real início dia 14, às 16h.

Já não nos importa se o time evoluiu nos últimos 9 jogos; nos importa se ele evoluirá nos próximos 29.

Ou, para controlar a ansiedade, nos próximos 5 – justamente aqueles que serão disputados neste decisivo mês de julho.

O time conseguirá manter o aproveitamento de 55,6% no Brasileirão? E a posse de bola, que começou em mais de 70% e caiu nos últimos jogos? Como o moderno esquema de movimentação no meio de campo, o 4-1-4-1, lidará com a pressão na saída de bola e a marcação alta, perceptíveis pontos fracos da filosofia do toque de bola? E os novos reforços, como Rangel e Biro Biro, serão aproveitados?

Está na hora de Barroca mostrar verdadeiramente a que veio: mais uma revelação que não durará muito tempo ou um técnico talentoso que tem personalidade e enxerga além do óbvio?

Não obstante continuemos sem elenco, um bom treinador será capaz de fazer algo com as peças que possuímos. Sim, falta um camisa 10 e um lateral direito, mas já estivemos pior do que hoje em termos de reforços.

Não almejamos o título, almejamos lutar por algo (que não seja contra o rebaixamento).

Almejamos, acima de tudo, ter gosto em ver o Botafogo jogar.

Que o mês de julho nos mostre que estávamos certos em confiar no trabalho de um profissional que, nas atuais circunstâncias, pode representar o último suspiro de esperança para além dos muros de General Severiano.

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