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Bruno Antunes

NUNCA FOI FÁCIL, POR QUE AGORA SERIA?

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Não foi o resultado que esperávamos, longe disso!

O Botafogo perdeu não só três pontos com a derrota de ontem. Perdeu também a grande oportunidade de praticamente se garantir na Libertadores e agora possui uma sequência de jogos mais ingrata para atingir tal objetivo.

Palmeiras (fora), Ponte Preta (casa) e Grêmio (fora) são as pedreiras no nosso caminho. Conquistando três, talvez quatro pontos, garantimos um final de ano efetivamente glorioso.

Precisamos lembrar que a montagem do elenco e a ambição da diretoria sempre foram apenas para a manutenção do clube na série A e que nossa atual situação se dá por um conjunto de fatores que conspiraram a nosso favor.

A chegada do Camilo, a recuperação física do Carli, uma pequena sequência de jogos do Airton, o pedido de demissão do Ricardo Gomes, a efetivação do Jair (da qual fui contra e dou o braço a torcer, pois se provou um grande acerto) e mais uma grande dose de sorte com gols nos últimos minutos em quatro jogos na sequência nos alçaram a candidato favorito à vaga na Libertadores.

Obviamente que nem cogito a possibilidade de ficarmos de fora agora, pois seria uma tremenda frustração depois de estarmos tão perto da impensada classificação no início do campeonato.

Levando em consideração todos estes aspectos fica claro que não será fácil. Aliás, para o Botafogo, nunca é fácil!

A expectativa inicial e os resultados obtidos até o momento demonstram a superação do time e o bom trabalho do nosso jovem treinador.

Não podemos também considerar o time muito bom em uma rodada e uma porcaria na outra, como frequentemente acontece após as vitórias e derrotas.

Após cada resultado, é comum surgirem os críticos que te chamam de pessimista após uma vitória surpreendente bradando ser mais alvinegro do que você por acreditar sempre e, da mesma forma, é comum surgirem também aqueles com o discurso de que eu avisei de que este time é limitado, fraco, previsível e etc.

Ambos são radicalistas que pouco contribuem para o futuro do clube. Esse radicalismo é, obviamente, compreensível e justificado pela emoção envolvida. O Botafogo mexe conosco de uma forma irracional muitas vezes.

Porém, é preciso que haja parcimônia e equilíbrio para que possamos avaliar não só os resultados em campo, a gestão do clube, a atuação individual de cada jogador, enfim, tudo.

Não sejamos os cavaleiros do apocalipse hoje, nem os profetas do positivismo após a vitória que virá no próximo domingo.

Pensamento positivo, apoio incondicional e amor ao clube é tudo o que precisamos no momento.

Em relação ao jogo efetivamente, vamos às considerações.

Graças ao horário do jogo, à excelente localização da Arena Botafogo e do trânsito em seu entorno, só consegui entrar com pouco mais de 25 minutos do primeiro tempo e pude perceber rapidamente o nervosismo e a ansiedade da equipe em campo atrás do primeiro gol.

A equipe que iniciou foi: Sidão, Alemão, Carli, Emerson Santos, Victor Luis, Airton, Lindoso, Diogo Barbosa e Camilo, Neilton e Rodrigo Pimpão. Entraram: Gervásio Nuñez (Diogo Barbosa), Leandrinho (Lindoso) e Vinicius Tanque (Pimpão).

Ao voltar para casa, vendo os melhores momentos deste início de jogo, vi que, aos 15’, Neilton e Lindoso se enrolaram na hora de concluir uma boa oportunidade e que, aos 25’, a Chapecoense perdeu duas oportunidades em sequência, uma defendida por Sidão, que saiu mal do gol e outra batida pra fora.

Aos 32’, o zagueiro Emerson falhou em cobrança de falta lateral e a Chapecoense aproveitou a oportunidade para abrir o placar. Falha individual que não vinha acontecendo neste segundo turno e que complicou demais a partida.

Aos 36’, Camilo cobrou falta com perfeição, mas a bola caprichosamente bateu na trave e sobrou para Rodrigo Pimpão, que aparentemente desatento, não conseguiu completar a jogada e empatar a partida.

Apenas aos 43’, a torcida se levantou novamente em boa jogada de Carli pela lateral direita ofensiva, mas a jogada foi afastada para escanteio pela zaga da Chape.

Na volta para o segundo tempo, o Botafogo quase empatou logo com 1’. Rodrigo Pimpão recebeu passe de Camilo e ao tentar a devolução, a bola desviou na zaga adversária, exigindo grande defesa do goleiro no reflexo.

Aos 9’, Airton recebeu cartão amarelo após reclamar bastante por uma falta marcada que ele realmente não cometeu e está suspenso da próxima partida. Assim como Victor Luis em jogada semelhante e novo erro da arbitragem já no fim do jogo.

Aos 12’, Neilton concluiu para outra boa defesa do goleiro e corte posterior da zaga para escanteio.

Na cobrança, aos 13’, Camilo recebeu a bola na medida e de cabeça concluiu para outra grande defesa do goleiro da Chapecoense.

Aos 19’, o castigo. Quem não faz, leva. A Chapecoense armou excelente contra-ataque em lance onde toda a equipe do Botafogo se lançou ao ataque de forma desordenada.

Emerson ainda tentou alcançar o adversário, mas com medo de ser expulso por ser o último homem, não cometeu a falta e permitiu a sequência da jogada. 0 x 2 e um balde de água fria na torcida que compareceu ao estádio.

Apenas após o segundo gol sofrido foi que nosso treinador resolveu mexer na equipe. Gervásio Nuñez entrou na vaga de Diogo Barbosa, que fez péssima partida após se recuperar de lesão.

Aos 21’, Neilton tentou novamente de fora da área, mas bateu fraco. Leandrinho foi a nova tentativa de Jair, aos 30, na vaga de Lindoso.

Aos 34’, Camilo acertou a trave novamente. Agora, na verdade, foi o travessão em bonita conclusão de primeira, no alto, após bola desviada por Carli em cruzamento. Vinicius Tanque entrou em campo aos 37’ no lugar de Pimpão e nada fez até o apito final.

Ainda houve tempo para uma última chance. Aos 39’, Yaca fez boa jogada e, da entrada da área, bateu perto no que poderia ser o gol de honra alvinegro.

Fim de jogo e derrota para ligar o sinal de alerta a fim de garantirmos os resultados que faltam o quanto antes.

Atuações:

Sidão: Não teve culpa nos gols, porém não passou a costumeira segurança ao sistema defensivo durante o jogo.

Alemão: Fez um bom jogo tanto ofensiva quanto defensivamente.

Carli: Mais uma vez, o melhor em campo. Seguro, xerife da zaga e quem garante que ainda tenhamos esperanças na Libertadores.

Emerson: Falhou no primeiro gol e poderia ter trocado a expulsão pelo segundo, mas não o fez e não o execro por isso, pois a decisão tem que ser tomada em poucos segundos e geraria críticas a ele da mesma forma.

Victor Luis: Teve pouca participação efetiva e pouco colaborou ofensivamente.

Airton: Muito bem nos desarmes e iniciando as jogadas. Dá muita consistência ao meio, porém se precipitou no segundo gol e tentou uma linha de impedimento impossível (pois a Chapecoense estava em seu campo de defesa) e não ajudou o sistema defensivo no lance.

Lindoso: Teve uma queda de produção acentuada. Talvez tenha sentido a falta do Bruno Silva ao seu lado e ficado sobrecarregado.

Diogo Barbosa: Irreconhecível. O pior em campo, sem ritmo de jogo e cometendo muitos erros.

Camilo: Participou mais da partida e teve boa atuação, porém não foi decisivo como a torcida esperava colocando duas bolas na trave que poderiam ter mudado a história do jogo.

Neilton: Teve atuação abaixo do que vinha tendo. Concluiu algumas jogadas, mas foi pouco participativo.

Pimpão: Começou a mil por hora e rapidamente perdeu o gás. Sumiu no segundo tempo e foi corretamente substituído.

Gervásio Nuñez: Entrou, criou uma boa jogada no fim, mas ainda apresenta muito pouco a cada nova oportunidade.

Leandrinho: Entrou extremamente pilhado e tomou uma cartão amarelo por reclamação acintosa com o árbitro. Nada produziu de efetivo.

Vinicius Tanque: Entrou, não dominou uma bola de forma bisonha e em nada colaborou.

Jair Ventura: Fez uma escalação mais ofensiva com o Diogo Barbosa no lugar do Bruno Silva (escalação que, inclusive, eu considerei correta e também a teria feito), porém demorou muito a realizar as alterações necessárias, visto que claramente o Diogo não estava bem e o esquema não estava dando certo.

Agora só nos resta torcer para que a recuperação venha contra o Palmeiras, fora de casa, no domingo às 17:00.

Esse campeonato já derrubou a lógica diversas vezes. O Botafogo, principalmente, subverte essa lógica constantemente vencendo Palmeiras, Atlético-MG e Grêmio e perdendo pontos para América-MG, Chapecoense e Coritiba, por exemplo.

Não dá pra cravar nada. Precisamos do apoio incondicional da torcida e da união de todos!

Vamos Botafogo!!! Nunca foi fácil e novamente não será! Eu sigo acreditando até o fim, enquanto houver chance! Sigamos juntos!

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Sigo com minha bandeira na mão e nosso escudo no lugar do coração!

Bruno Antunes

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