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Bruno Antunes

O IMPREVISÍVEL BOTAFOGO

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Sou totalmente contra o extremismo de opiniões. Saber respeitar a opinião alheia é uma dificuldade da maioria das pessoas. Nem tudo está perdido na derrota, nem tudo resolvido nas vitórias.

Nem sempre quando se vence todos foram bem, nem quando perde, todos mal. A vida é cheia de contradições e a análise da situação normalmente é mais complexa e profunda do que um olhar superficial é capaz de perceber.

Em várias de minhas colunas, critico a atual diretoria pela falta de profissionalismo, pelo culto ao amadorismo e pela montagem do elenco. Já critiquei o Jair Ventura na vitória e o exaltei na derrota. Já me surpreendi muito com esse time em jogos em que a chance de perder era gigante e eles se superaram e venceram.

Mas quando a gente tem certeza que agora vai, o Botafogo faz como os idealizadores daquela campanha contra a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e joga um balde de água gelada na nossa cabeça.

É impressionante como se comporta esse imprevisível Botafogo. E isso não só em 2016.

Lembro de estarmos disputando a liderança com o São Paulo em 2007 e terminarmos fora do G4. Lembro de ninguém acreditar no Botafogo depois de perdermos por 0 x 6 para o Vasco no estadual com direito a torcedor queimando camisa na arquibancada e terminarmos campeões do Carioca daquele ano.

Lembraremos aqui de inúmeras vezes em que nos agigantamos e vencemos os Palmeiras da vez e também de uma infinidade de vezes em que nos apequenamos e perdemos para os Américas-MG do momento.

Acredito que isso tem muito a ver com a cultura das administrações que passam pelo Botafogo há anos. O pensamento de vencer sempre está longe de ser o foco de quem nos dirige e o pior é que grande parte da torcida está sendo contaminada por esta satisfação de que “pelo menos jogamos bem”.

A sede de vitória e de evolução constante precisa ser cultivada e mantida e, por isso, a contratação do Seedorf foi essencial. Naquela época, houve um resgate do orgulho de ser botafoguense perdido por muitos e uma mentalidade vencedora começou a se tornar comum a todos; direção, arquibancadas e jogadores. Pena que durou tão pouco e a mentalidade conformista voltou a tomar conta de General Severiano.

Em relação ao jogo de ontem, iniciamos com: Sidão, Emerson Santos, Joel Carli, Emerson Silva, Diogo Barbosa, Airton, Bruno Silva, Dudu Cearense, Camilo, Neilton e Canales. Entraram: Leandrinho (Camilo), Rodrigo Pimpão (Dudu Cearense) e Gervásio Nuñez (Neilton).

Antes mesmo do apito inicial, já não entendi a manutenção do Emerson Santos improvisado na lateral se corremos para contratar um lateral direito de ofício para a posição e o deixamos no banco. Era o início de muitas perguntas que ainda viriam.

O Botafogo até iniciou ligeiramente superior ao adversário, dominando as ações, mas sem ser efetivo no ataque.

Até a metade do primeiro tempo esse panorama se manteve e parecia que venceríamos a qualquer momento, bastava apenas caprichar, acreditar e se esforçar um pouco mais, mas aí tudo mudou.

Apagão geral! Faltou luz no estádio e a partida ficou paralisada por 13 minutos. No reinício do jogo, o Botafogo voltou diferente, voltou bem pior e parece que, a até então mediana atuação, se retirou com a luz deixando a falta de vontade, a falta de tesão e a preguiça distribuídas em campo.

Tivemos um cruzamento que desviou e o goleiro do América-MG pegou em cima da linha e só. Eles tiveram duas chances aos 32’ e 33’ e também nada produziram para que o zero saísse do placar na primeira etapa. Placar justo e desanimador em que o melhor lance foi um lindo lençol do Airton no meio-campo.

Na volta para o segundo tempo, as perguntas começaram a se proliferar. Camilo não voltou para o jogo e Leandrinho ficou com a vaga. O que teria havido? Ele foi poupado? Sentiu alguma coisa? Foi por opção tática?

O que sabíamos é que, provavelmente, tudo ficaria ainda mais difícil sem o Camito em campo. E ficou.

Nos primeiros 15 minutos já era claro que o Botafogo não havia mudado sua postura apática e sem vontade, mas mesmo assim o nosso técnico não fazia novas alterações e parecia satisfeito com o empate.

Aos 19’, o castigo. Sofremos o gol da derrota aos 19’, em lance pela direita de nossa defesa com zagueiro improvisado na lateral.

Aí ele resolveu mexer. Lamentável a falta de ambição e a postura conformista comprovada por este ato do Jair Ventura ontem.

Ainda tivemos raras chances aos 26’ e 46’, ambas com Rodrigo Pimpão. Esta última, a melhor do jogo, foi desperdiçada numa finalização bisonha do atacante e nosso empate escorreu por nossos dedos.

O Botafogo não conseguiu criar e muito menos finalizar com qualidade durante a partida. Canales era um poste no ataque e mesmo assim jogou os 90 minutos. Revoltante!

Em entrevista após a derrota, Jair disse que Camilo foi poupado e que correu o risco de nem entrar em campo momentos antes do jogo, o que responde ao menos uma das muitas perguntas que ficaram em nossas cabeças durante o jogo.

O time em nenhum momento demonstrou vontade de vencer em postura que pareceu refletir o desejo do nosso treinador.

Jair ontem escalou mal, substituiu pior ainda e nos fez enterrar de vez o sonho pelo G4. Agora é voltar o foco aos 47 pontos (segundo os matemáticos, esse ano 45 não serão suficientes) e conquistar os 9 que faltam até a 35ª rodada para termos, ao menos, um fim de ano tranquilo.

Nosso próximo jogo será contra o Corinthians na nossa Arena Botafogo no próximo sábado às 16:30 e cabe à nós, torcida apaixonada pelo Botafogo, lotar a Arena para empurrar esse elenco que nos deram, em busca das três vitórias para que eu possa lhes desejar um Feliz Natal e um próspero Ano Novo.

Sigamos juntos, acreditando no brilho dessa estrela solitária e torcendo para que a diretoria já esteja planejando um 2017 diferente do que planejaram para 2016. E que seja um 2017 vitorioso!!!

Por fim, volto a te convidar a conhecer os novos planos de sócio torcedor do Botafogo. Por apenas R$ 13,90, você ajuda nosso clube e tem uma série de benefícios no plano básico. O clube baixou os preços dos pacotes e agora os novos valores são: R$ 100,00 (arquibancada Norte), R$ 195,00 (arquibancada Leste) e R$ 390,00 (Social) para todos os jogos restantes com mando de campo do Botafogo no Campeonato Brasileiro.

Associe-se em Sou Botafogo. O Botafogo somos nós e precisamos participar do processo de soerguimento do clube.

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Sigo com minha bandeira na mão e nosso escudo no lugar do coração!

Bruno Antunes

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