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O NOSSO ALEMÃO

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Minha “figurinha carimbada” de hoje é Alemão.

Alemão com a maiúsculo e que nada tem a var com aquela turma que nos deu um sacode em 2014.

Falo do mineiro Ricardo Rogério de Brito, que chegou ao Botafogo em 1981, depois de se destacar no modesto Fabril de Lavras, sua cidade natal.

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Volante com bom toque de bola, habilidoso e combativo, Alemão logo ganhou espaço no time de General Severiano. E com a saída de Mendonça para a Portuguesa paulista, em 1983, passou a ser o principal nome do meio-campo alvinegro.

O jogador ficou no Botafogo até 1986, período de “vacas magras” e de times sem muito destaque.

Nos campeonatos cariocas e brasileiros do período em que Alemão ostentou a estrela solitária, o Botafogo patinou e chegou a ser a quinta força do futebol carioca.

Mas, então, por que cargas d´água este jogador foi tão importante para o Botafogo?

Simplesmente porque ele era muito bom de bola e apaixonado pelo Botafogo. Junto com o goleiro Paulo Sérgio e com o lateral Josimar, foi um dos poucos craques que jogaram pelo alvinegro nesse período.

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Berg, Alemão e Elói

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1983 – Em pé Josimar, Alemão, Paulo Sérgio, Osvaldo, Marco Antônio e Abel;

agachados, Geraldo, Nunes, Berg, Demétrio e Jérson

Não foi à toa que os três foram convocados para a Copa do Mundo de 1986, no México.

O selecionado não tinha o mesmo talento do time de 82, que encantou o mundo, embora tivesse ficado pelo meio do caminho. Mas esse também era comandado por Telê Santana. Alemão e Josimar foram titulares (Josimar, por sinal, fez dois gols espíritas, soltando dois “pombos sem asa” de longa distância). Alemão só marcou na disputa de pênaltis, quando fomos eliminados pela França.

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Alemão, Júnior e Sócrates, em 1986.

Pela Seleção, foram 39 jogos e 6 gols.

Os mais céticos poderão, ainda, perguntar: mas foi só isso?

E a eles apresento um último e definitivo argumento.

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Alemão foi, durante 4 anos, titular absoluto e companheiro de time de Maradona e Careca, no Napoli da Itália. Equipe que conquistou a Copa da Uefa, em 1989, e a Supercopa da Itália e o Campeonato Italiano de 1990.

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Nosso Alemão não era qualquer alemão, embora tivesse vaga fácil naquele time dos 7×1.

O amor correspondido pela torcida alvinegra fez com que se tornasse ídolo, mesmo sem conquistas.

E vocês devem concordar que isso é um feito para poucos.

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