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O SE E A NECESSIDADE DE MUDANÇA

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O SE é uma palavra que, quando perigosamente empregada ao futebol, remete a uma fusão de pensamentos na cabeça do torcedor. Tirando qualquer exagero, pode levar seu time ou seus principais jogadores do céu ao inferno em poucos segundos, da glória à desonra em um único lance. Quantas péssimas lembranças nos vêm à memoria, de títulos e marcas que deixamos de comemorar simplesmente porque essa palavra apareceu? Quantas derrotas como a de quarta-feira, sentimos que SE fizéssemos diferente, estaríamos felizes hoje?

Ou então, listando alguns dos nossos últimos acontecimentos:

1) SE o Roger não desperdiçasse aquela chance diante do Flamengo;

2) SE o Camilo não perdesse aquele pênalti lá no Equador;

3) SE o Guilherme não perdesse aquele gol contra o Barcelona – EQU (quando estava 0-1 aqui);

4) SE o Pimpão não perdesse aquela chance contra o Santos.

Sendo um pouco mais sádico sem querer pregar o caos, imaginem a seguinte situação:
O Botafogo tem a bola do jogo para avançar às quartas de final da Libertadores. Algum jogador do nosso ataque está frente ao goleiro e…chuta para fora. SE fosse um jogador mais qualificado…SE tivesse um pouco mais de calma…

É claro que ninguém gostaria de imaginar isso acontecendo, né? E como o torcedor não é bobo, já deu pra perceber que o aumento do poder dessa palavra ocorre exatamente quando as peças que temos hoje não correspondem às nossas expectativas. Embora com algumas doses de heroísmo e gols bonitos, a imprevisibilidade de alguns nomes, mesmo prestigiados, podem nos levar à frustração. Olhar para o nosso ataque é esfregar bastante os olhos e clamar ajuda aos céus.
Ademais, empregar sempre a culpa ao SE, em certos momentos, é negar aquilo que todos vêem, menos o próprio Botafogo. A tão falada necessidade de CONTRATAÇÕES.

Com um elenco lutando com todas as forças por cada pedaço de grama, é normal que o desgaste e as lesões atormentem bem acima do normal. Mas, tratando do Botafogo de 2017, desenha-se um preocupante retrato composto por carência de peças, jogadores com constantes passagens pelo departamento médico e improvisações acima do normal. Jair Ventura vem tendo dificuldades e tira leite de pedra diante de tamanha escassez.

Embora atribuir grande parte do problema ao pouco poderio financeiro também seja uma verdade, isso não exime tamanha falta de criatividade e a morosidade em contratar por parte do departamento de futebol. Os que estão e que resistem bravamente às lesões e a maratona de jogos, se vêem obrigados a improvisar, muito pela ineficácia em trazer peças para a posição. A realidade é que hoje, até para trazer nomes que nem são destaques, tem sido criadas inúmeras novelas que na maioria dos casos ficam longe de um final feliz. Sem contar a perda do timing até com jogadores da própria base, o que só aumenta a contestação desse trabalho fora das quatro linhas.

Adquirindo (ainda) mais contornos dramáticos, tivemos algumas peculiaridades no elenco, como por exemplo, a saída do chileno Canales e a chegada do camaronês Joel que, com péssimo futebol , que de reforço acabou virando moeda de devolução (ou arrependimento) e mesmo assim, diante da falta de opções, continuou entrando no decorrer das partidas. Ambos, além de inscritos na Libertadores, ainda consumiram meses de salário sem o menor retorno. É o Botafogo e a péssima mania de jogar dinheiro fora, lembremos.

Se contratar bem é imprevisível, contratar mal é um paradigma! Talvez até pela recorrente política do barato que se revela ruim ao final. A torcida, que almejava muito menos quando disputamos a série B, agora corretamente planeja vôos mais altos e crê mais no potencial do time. Cobra de forma veemente porque acredita que o Botafogo pode conquistar um sonhado título, e PODE MESMO. A tão criticada por alguns, comprou a briga, vem aderindo ao Sócio Torcedor e deseja com razão que esse elenco seja reforçado, pois contar apenas com o Roger como centroavante e olhar para o banco imaginando que o Guilherme poderá mudar o panorama do jogo, só denotam que muita coisa precisa ser mudada. E IMEDIATAMENTE!

O tempo é escasso e as competições estão nas fases decisivas.

O que fica explícito, acima de tudo é:

Parece que a diretoria do Botafogo não imaginava o sucesso do próprio time. Figurar entre os maiores da América e do Brasil, ainda não parecem argumentos suficientes para arriscar. Se há uma hora para fazer isso, é agora! Não podemos desperdiçar as oportunidades de nos reforçarmos.

Que a diretoria entenda que 2017 não é 2015 e atenda de vez aos nossos apelos.

Namastê!

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