Redes Sociais

Indiano

ODE AO DISSABOR

Publicado

em

Há muito tempo não tenho mais fé nos jogadores de futebol. É simplesmente uma constatação de um desgaste muito grande na minha relação como torcedor, que só ratifica que a minha presença no estádio não é para vê-los, e sim, para ver o Botafogo, os meus amigos, a camisa e toda a ação dos meus rituais pré-jogo.

Por mais estranho que possa parecer e por sempre saber que os gols dependem unicamente deles, lá estou rigorosamente presente no mesmo lugar sem procurar rostos em campo, com o imenso prazer de empurrar a ESTRELA SOLITÁRIA para mais uma vitória, tentando fazer com que minha voz da arquibancada seja ouvida o mais longe possível. E os gols? Quando os comemoro, não são os feitos por eles, mas pelo Botafogo. Assim tem sido minha presença no estádio Nilton Santos.

Creio que esse pensamento se faça mais presente nas derrotas do que nas vitórias, amigo leitor.

Acredito que o revés mostra o quão apaixonados somos e o tanto que estamos acima deles, aguentando dias de sol e chuva, nos ausentando de compromissos importantes, expostos aos perigos por conta da falta de segurança no trajeto e emprestando a garganta (e até a paciência).

Então, diante do atual momento do clube e calejado pelas frustrações recebidas como torcedor, (que inexplicavelmente me tiram qualquer possibilidade de alegria momentânea) trago-lhes as seguintes reflexões:

Vale a pena idolatrar jogadores que se colocam acima do bem e do mal? Mimados, se preocupando cada vez mais com resenhas e selfies, vociferando prepotência e arrogância em entrevistas coletivas e que, blindados por sei lá quantos, sempre nos presenteiam com respostas óbvias e pedidos de desculpa sem a menor consideração.

E vale a pena também ocultar a revolta do alvinegro à direita em nome de todo descompromissado que veste a camisa ou comanda o clube?

Quando gritos de apoio se transformam em recorrentes vaias e essas vaias são lançadas ainda no primeiro tempo, significa que algo precisa ser feito com urgência! Mas o que esperar daqueles que têm o poder da mudança? É mais fácil rezar para que nossos dirigentes façam algo… em 2054.

É uma pena que estejamos no anticlímax do tão sonhado 2017. Talvez assim, possamos coçar mais os olhos e ver que motivação rima com premiação e que não há simples coincidências no mundo do futebol. Dessa maneira, deixemos de lado a fé nesses pobres atletas que só querem garantir o seu… e então retornemos para a casa com a velha fantasia de palhaço que vestimos há mais de 20 anos.

Namastê!

1 Comment

Newsletter

Anúncio Patrocinado

Facebook

%d blogueiros gostam disto: