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ORGULHO DE SER ALVINEGRO – FOMOS ESCOLHIDOS

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DNA ÚNICO

“Há coisas que só acontecem ao Botafogo”. Que outro Clube participa do imaginário popular de maneira tão singular? Para o bem e para o mal, somos únicos.

NÃO TROCO NOSSA HISTÓRIA POR NADA

Eu pessoalmente, como todo botafoguense, gostaria de que a partir de agora ganhássemos 100% dos nossos jogos e enfileirássemos uma sequência interminável de títulos.

Bem, como este delírio, é virtualmente impossível, prefiro sonhar com equipes dignas, fortes e muitas vezes ainda, campeãs.

Mas nossa rica História, construída de sonhos que viraram realidade, suor e lágrimas (tristes e alegres) merece sempre ser lembrada como exemplo e inspiração para o futuro e acredite, este seu irmão aqui não mudaria nenhum personagem sequer, em troca de qualquer título ou jogo não ganho que por algum momento tenha assombrado a nossa alma.

Então, convido a você, alvinegro apaixonado, a conhecer um pouco mais da nossa História, neste breve resumo sobre nossas superstições e características que formam a mística responsável pelo nosso glorioso DNA.

O PRETO E O BRANCO

Muitas explicações e análises já foram divulgadas sobre a representatividade do preto e branco e a simbologia destas cores associada ao comportamento e à alma botafoguense.

O branco é formado pela união de todas as cores numa perfeita harmonia e representa a pureza em muitas culturas.

O preto em antagônico contraste, representa a ausência total de cores e uma introspecção profunda.

Esta contraposição tão expressiva permitiu uma analogia com fatos marcantes da nossa História, permeada de atitudes extremas de dirigentes, jogadores e torcedores que jamais se permitiram a defender posições “moderadas”. Certos ou errados, muitas vezes adotamos os extremos, senhores das nossas convicções.

REGATAS

Vasculhando nossas origens, não descobri os motivos que levaram ao Club de Regatas Botafogo, idealizado em 1891 como Grupo de Regatas Botafogo e posteriormente regulamentado oficialmente em 1894 a adotar o preto e o branco.

FUTEBOL

No futebol, o preto e branco e as listras verticais foram adotados imediatamente na ocasião da fundação do Electro Club em 12/08/1904 (este nome só permaneceu até 18/09/1904), por sugestão do fundador Itamar Tavares que era simpatizante da Juventus de Turim (fundada em 1897) desde quando tinha estudado na Itália.

FUTEBOL E REGATAS

Com a fusão em 08/12/1942 entre o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club, duas agremiações alvinegras, não havia nenhum motivo para modificar as cores. A estrela solitária do Remo “herdada” passa a ser adotada como símbolo do futebol e do clube como um todo. O resultado da simbiose feliz entre o formato do escudo de futebol, desenhado originalmente a nanquim por Basílio Viana Junior, com a estrela e as cores preto e branco, formaram um símbolo simples e forte, gerando um dos mais belos escudos entre os clubes de futebol de todo o mundo.

O GLORIOSO

Você que como eu, tem a certeza que foi escolhido, nunca escolheu, já nasceu glorioso. Mas sabe por que?

Ao vencer o  Campeonato carioca de 1910, nosso time realizou uma campanha marcada por sete goleadas. Após uma derrota para o América na estreia por 1 X 4, fizemos 65 gols e sofremos 7 nos 9 jogos subsequentes, ganhando também do América de 3 X 1 no jogo de volta.

Este fato, somado ao placar de 24 X 0 sobre o Mangueira (até hoje a maior goleada da história do futebol brasileiro em jogos oficiais), 13 X 0 no Haddock Lobo ambas em 1909 e o título do Torneio interestadual em 1910, em cima do Palmeiras por 7 X 2, rendeu o apelido merecido e nossa marca registrada até hoje de “O Glorioso”.

Campeões de 1910: Pullen, Coggin e Dinorah (de pé); Ronaldo, Lulu Rocha e Lefèvre (ajoelhados); Emmanuel, Abelardo, Décio, Mimi Sodré e Lauro (sentados).

Detalhe: Coggin (o do meio em pé) é o goleiro que naquela época usava o mesmo uniforme dos jogadores de linha! Para ser justo, Baena foi nosso goleiro em 6 dos 10 jogos da campanha, porém a foto para a posteridade é com Coggin que jogou a final: 6 X 1 contra o Fluminense, gols de Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (2) e Mimi Sodré.

O inglês Edward Harold Coggin que começou sua carreira em 1906 no Bangu, transferiu-se para o Botafogo em 1907, tendo na sua biografia conosco, dois fatos marcantes: de ser o primeiro goleiro do Botafogo a defender um pênalti, cobrado por Edwin Cox em 01/11/1908 no 2 X 2 contra o Fluminense. E ele foi o nosso goleiro em 30/05/1909 no histórico 24 X 0 contra o Mangueira.

MEIÕES CINZAS

Na madrugada de 23 para 24/08/1954, suicida-se o então Presidente da República Getúlio Vargas. Por alguns dias a Federação Carioca de Futebol levantou a hipótese adiar a 2ª rodada do Campeonato Carioca em função luto oficial.

Porém, posteriormente decidiu-se que os times deveriam jogar com uma faixa preta e prestar um minuto de silêncio à memória do Presidente.

O Botafogo querendo diferenciar-se das demais agremiações, além da faixa preta decidiu adotar em seu uniforme, pela primeira vez em 50 anos de existência do seu futebol, meiões da cor de cinza enaltecendo a figura de Getúlio Vargas e refletindo o estado de espírito da Nação naquele momento.

Então, em 29/08/1954, o Botafogo adentrou ao gramado de Conselheiro Galvão com meiões cinzas e jogou contra o Madureira. Resultado: 2×0, com Dino da Costa tendo anotado os dois gols.

Conhecendo um pouco nossa famosa superstição praticada com orgulho, desde os anos 40, pelo eterno Carlito Rocha, esta cor dos meiões passou a ser associada à sorte e foi definitivamente adotada em 1957.

Com o título daquele ano e um período de muitas conquistas nos anos posteriores nossos craques de primeira grandeza como Nilton Santos, Garrincha, Didi e Quarentinha dentre outros, eternizaram célebres atuações trajando meiões cinzas.

HINOS

Pois é alvinegro, você não leu errado: hinos no plural. São 3: um popular, um oficial e um do remo.

Peço perdão aos autores, mas neste artigo não reproduzirei as letras nem prestarei as merecidas homenagens a seus autores.

Vou fixar-me a uma particularidade do nosso hino popular, composto por Lamartine Babo em 1942. A letra possui uma singularidade logo no seu primeiro verso…

“Botafogo, Botafogo, campeão de 1910” …

Ora, provavelmente Lamartine compôs este verso influenciado pela campanha magnífica de 1910. Mas logo, nós reclamamos, porque o hino daria a entender que tínhamos apenas um único título: o de 1910.

Rapidamente, adaptamos a letra oficial e passamos a entoar: “Botafogo, Botafogo, campeão DESDE 1910.”

Em 1996 com o reconhecimento oficial do nosso título de 1907 (um “imbróglio” com o Fluminense e a Federação que demorou 90 anos e que nem vale a pena comentar), adaptamos para a versão definitiva: “Botafogo, Botafogo, campeão DESDE 1907.”

BIRIBA

De todos os nossos mascotes que serão abordados oportunamente, Biriba foi até hoje o mais marcante.

Nosso simpático cachorrinho SRD (“sem raça definida”), achado na rua em 1946 e levado ao clube pelo jogador Macaé. Naquela semana, Biriba “estreou” no banco de reservas de General Severiano, assistindo a uma vitória.

Bastou este fato para ser adotado definitivamente por Carlito Rocha, “tendo decisiva participação como amuleto” no título carioca de 1948.

Biriba morreu velhinho, sofrendo do coração e quase cego em 1958 no apartamento de Macaé, tendo a notícia do seu óbito noticiada pelo jornal “O Globo” na edição de 11/08/1958:

“ “Biriba” morreu na residência do seu dono, na Rua Raul Pompéia (Copacabana), o zagueiro Macaé que foi seu lançador como mascote do “team” naquele campeonato de 1948.”

Em função disto, adotamos os cachorros como nossos mascotes e torcidas adversárias passaram a nos chamar de “cachorrada”, apelido que assumimos com o maior orgulho.

 

 

A MÍSTICA DA CAMISA 7

Muitos podem achar que tudo começou com o inigualável “Anjo das pernas tortas” o nosso Garrincha, certamente um dos maiores jogadores da História do futebol.

Mas a origem é de alguns anos antes, então façamos justiça ao Paraguaio (Egídio Landolfi): ele foi um dos grandes responsáveis pelo nosso título de 1948. Contribuiu com 12 dos 59 gols naquela campanha. Um deles, no jogo final contra o “invencível Expresso da vitória” vascaíno, quando ganhamos por 3 X 1 (nossos outros artilheiros neste jogo foram Octávio e Braguinha).

Paraguaio foi o nosso primeiro 7 da história. Os números nas camisas de futebol começaram a ser adotados no Brasil em 1947 (registros revelam que surgiram em 1933 na final da Copa da Inglaterra entre Everton e Manchester City).

Paraguaio em 1948

Depois, Garrincha adotou-a na década de 50 e o resto da história e dos futuros “setes” terá que ser relatada num artigo à parte.

Apenas e Sempre Botafogo! Saudações alvinegras.

Pesquisa:

http://mundobotafogo.blogspot.com.br/;

http://www.campeoesdofutebol.com.br/;

http://www.botafogo.com.br/;

http://datafogo.blogspot.com.br/;

http://super.abril.com.br/;

Wikipédia e arquivos pessoais do autor.

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