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Pouco tempo para treinar, baixo aproveitamento e mudanças: o primeiro mês de Valentim no Botafogo

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Apresentado no dia 14 de outubro, treinador tem apenas a segunda semana livre para treinar. Aproveitamento de apenas 29% aproximou o Alvinegro da zona do rebaixamento

Apresentado no último dia 14 de outubro, o técnico Valentim completa um mês no comando do Botafogo nesta quinta-feira. E foram 30 dias intensos, com sete jogos, muitas mudanças na equipe, baixo aproveitamento e aproximação da zona do rebaixamento. Apesar do pouco tempo para treinar o sucessor de Eduardo Barroca mudou o jeito da equipe jogar, apostando na verticalização das jogadas. Mas o torcedor alvinegro sabe que ele ainda precisar melhorar o desempenho da equipe para o clube ter um fim de ano tranquilo.

– Com o Valentim temos menos posse, mas sendo mais agressivos, criando chances, o que não vinha acontecendo. Essa responsabilidade é muito nossa, sabemos o que passa ali dentro, Valentim pede muito a verticalização das jogadas – analisou o zagueiro Gabriel.

Confira abaixo os principais detalhes do primeiro mês de Valentim em sua segunda passagem pelo comando técnico do Botafogo:

Baixo aproveitamento

Eduardo Barroca foi demitido em função de quatro derrotas seguidas. Mas a chegada de Valentim não mudou muito o cenário: nos sete jogos sob o comando do atual treinador, o Botafogo acumulou cinco derrotas (quatro delas seguidas) e apenas duas vitórias, com aproveitamento de 29%. Os resultados recentes aproximaram o Alvinegro da zona do rebaixamento. A equipe chegou a terminar a 31ª rodada no Z-4, mas saiu após a vitória sobre o Avaí.

  • Vasco 2 x 1 Botafogo
  • Botafogo 2 x 1 CSA
  • Grêmio 3 x 0 Botafogo
  • Botafogo 0 x 2 Cruzeiro
  • Santos 4 x 1 Botafogo
  • Botafogo 0 x 1 Flamengo
  • Botafogo 2 x 0 Avaí

Pouco tempo para treinar

Desde que assumiu o Botafogo, o técnico Alberto Valentim teve pouco tempo para treinar a equipe. A semana atual é apenas a segunda livre que o treinador tem à disposição. As mudanças foram mais na base da conversa, segundo o zagueiro Gabriel. Foram sete partidas nos últimos 30 dias, em média uma a cada quatro dias.

– Em um mês de trabalho não dá para mudar muita coisa. Não tivemos tempo para treinar. Tivemos muitos jogos em sequência acabamos treinando pouco. Às vezes não dá tempo de colocar a filosofia de trabalho e fica mais complicado para o jogador. Vemos em vídeos e na prática no campo as teorias que ele quer implementar. Agora teremos uma semana cheia para ajudar – disse Gabriel.

Treinos fechados

Desde que Valentim foi apresentado pelo Botafogo, poucos treinos foram abertos à imprensa. O técnico tem optado por atividades fechadas, com imagens autorizadas apenas nos minutos iniciais do aquecimento.

Com o ex-técnico Eduardo Barroca, quase todos os treinos eram abertos, e ele tinha como hábito mostrar o time nas vésperas das partidas e dar informações sobre a escalação.

Diego Souza barrado

O técnico barrou um dos principais nomes da equipe. Sem marcar desde o dia 8 de setembro, o atacante ficou no banco de reservas contra Santos, Flamengo e Avaí. Nesse último, entrou na segunda etapa após inúmeros pedidos da torcida e fez o segundo gol na vitória por 2 a 0.

O clima não ficou dos melhores quando o irmão do camisa 7, Diogo Souza, fez uma postagem em seu Instagram xingando o técnico horas antes do clássico com o Fla:

– Apesar desse técnico f*** e burro pra c*** vamos sair dessa, Fogão!! – escreveu.

Mudanças constantes na escalação

Em sete jogos à frente do Botafogo, Valentim ainda não repetiu escalação, seja por escolha ou por desfalques, e variou bastante a formação do time. Dos 33 jogadores que tem à disposição, Valentim já utilizou 26.

Acreditar no que acontece nos treinos é uma das características de Valentim, que costuma tomar decisões de acordo com aquilo que vê nas atividades. Barroca, por outro lado, era mais da linha da continuidade.

Posse de bola

Barroca tinha como característica principal de jogo a posse de bola, mas na maioria das vezes, o time mantinha a bola na defesa em vez de atacar. Com Valentim, a verticalização passou a ser mais trabalhada, e esse foi o pedido do técnico desde o primeiro dia de trabalho: a posse é importante, mas o time precisa ser mais objetivo.

Tanto que, em cinco dos sete jogos em que comandou o Alvinegro, Valentim só teve mais posse de bola em dois: Vasco e Cruzeiro. Contra CSA, Grêmio, Santos, Flamengo e Avaí, o adversário ficou mais com a bola do que o Botafogo.

Fonte: globoesporte.com

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