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Fábio Rocha

A quem interessa um campeonato deficitário?

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O outrora “campeonato mais charmoso do Brasil” encerra o seu primeiro turno de 2018, a icônica Taça Guanabara, exibindo números vergonhosos.

OS NÚMEROS NÃO MENTEM 

Deixando para trás, perdidos no passado cada vez mais longínquo, públicos impressionantes e polpudas rendas, o ano de 2018 é apenas mais um (até quando?) que escancara o planejamento inexistente e a conivência absurda de todos os dirigentes que assinam e passivamente aceitam participar deste pífio campeonato.

Já expurgando os dois jogos que o Vasco disputou de portões fechados para não viciar a amostra, consideradas as 48 partidas que contaram com a presença de público, a Taça Guanabara apurou a renda bruta média de R$ 84.470,00 e 2.267 torcedores (14% de ocupação média dos estádios) por jogo.

O prejuízo dos 4 grandes somados supera R$ 1,7 milhão e o lucro da FERJ supera R$ 330 mil ao final da Taça Guanabara.

PARA QUE A REMUNERAÇÃO DA FERJ?

O Lucro apurado pela Federação, arrecadado sob a forma de taxas é para custear o que? Visto que todos os custos são descontados no borderô (arbitragem, custas do estádio, segurança, serviços médicos, seguros diversos, confecção de ingressos, Corpo de Bombeiros e muitos outros), a taxa cobrada entra líquida para FERJ como remuneração pelos “excelentes serviços prestados”.

Com a palavra a FERJ… poderiam nos esclarecer quais são estes serviços que nunca temos a informação? Que produto é este que custou mais de R$ 330 mil e não conhecemos? Em princípio, nos parece muito caro se for apenas para remunerar os serviços de confecção de tabela, regulamento e coordenação de logística (diga-se de passagem, esta última apenas complementando a maior responsabilidade dos mandantes de cada jogo).

NEM OS TORCEDORES DÃO MAIS IMPORTÂNCIA…

O Flamengo vencedor da Taça Guanabara 2018 (que é apenas o primeiro turno) ganhou a “enorme” vantagem de garantir uma vaga na semifinal da Taça Rio.

A festa que víamos há alguns anos atrás com o desfile de camisas do time vencedor pelas ruas, atualmente não dura 24 horas, não ocupa nem a metade da capa dos poucos jornais impressos que ainda circulam.

Os torcedores se preocupam mais com as competições nacionais e continentais e aos poucos vão jogando para debaixo do tapete as estatísticas dos campeonatos estaduais.

Nós mesmos cobramos do nosso Glorioso um “título de verdade”, porque o último foi em 1995 (talvez devêssemos lembrar do Rio-SP de 1998). Mas pouco importa os Cariocas de 1997, 2006, 2010 e 2013.

MAIS UM GOL DA ALEMANHA…

Enquanto esperamos um mínimo de profissionalismo dos grandes dirigentes brasileiros, somos brindados com a notícia de que o Arsenal antecipa-se (venceria em 2019) e renova os naming rights do seu estádio com a Emirates até 2028 pela módica quantia de £ 150 milhões ou R$ 683 milhões.

O Flamengo fechou em 2017 como o clube brasileiro de maior faturamento, superando a casa de R$ 600 milhões (também embalado pela venda de Vinícius Jr.). E o que isto significa? Que se fosse europeu não estaria nem entre os 30 maiores faturamentos.

Barcelona e Real Madrid, somados, superam o faturamento dos 20 Clubes brasileiros da Primeira Divisão com uma margem de cerca de R$ 900 milhões (1 Flamengo e meio).

O negócio futebol no Brasil agora já supera a marca de R$ 5 bilhões anuais e na Grã Bretanha o número é superior a R$ 21 bilhões ostentando uma ocupação média de 93% dos estádios.

E La Nave Va… ou seria melhor dizer gol da Alemanha ?

Apenas e Sempre Botafogo ! Saudações Alvinegras !

Crédito da foto principal: mundobotafogo.blogspot.com

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