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A SORTE DE UM VERDADEIRO CAMPEÃO

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No dia 22 de Fevereiro de 2017 o Botafogo eliminava o Olimpia e colocava de vez seus pés na fase de grupos da Libertadores. Àquela altura, os pessimistas de plantão já diziam que no grupo da morte o Botafogo não teria a menor sorte.

Pois sorte foi um elemento a mais nessa caminhada heróica rumo ao primeiro lugar e à classificação antecipada. Quando por muitos anos reclamávamos de sua falta, finalmente ela marcou presença, precisamente na última rodada da fase de grupos. Ao clube, garra, determinação e superação ficaram evidentes, mas a sorte também premia os verdadeiros campeões.

Recapitulemos o papel do Botafogo na Libertadores até agora: aos que diziam que a fase preliminar serviria apenas para desgastar, provamos que foi um imenso aprendizado. Eliminar Colo Colo e Olimpia mostrava aos adversários todas as credenciais da estrela solitária, em outras palavras, o respeito por parte dos estrangeiros com o clube só aumentava. Dali para frente eram 6 jogos a serem encarados como verdadeiras decisões, em um grupo apontado como o mais equilibrado do torneio.

Da estreia na fase de grupos ao último jogo, ambos diante do Estudiantes, em 6 partidas o Botafogo teve totais condições de encarar seus adversários com superioridade, porém, o que ficou nítido em algumas delas era que os pontos desperdiçados eram resultado do fato de que o clube simplesmente tropeçava em suas próprias pernas e é exatamente nisso que o Botafogo precisa trabalhar para as fases decisivas. Ao final do primeiro turno, calando todos os pessimistas, figurávamos com 7 pontos, quando poderiam ser 9, tamanhas chances desperdiçadas em Guayaquil contra o Barcelona. Não tinha àquela altura quem acreditasse que o Botafogo poderia perder sua merecida vaga, nem mesmo as viúvas de 2014 apareceram.

Ainda que Jair Ventura errasse feio no jogo da volta contra o mesmo Barcelona, a derrota não diminuía o amplo favoritismo conseguido no primeiro turno. Fomos para a rodada seguinte recobrando a consciência de que no Niltão quem manda é o Fogão e pela segunda vez batemos o atual campeão do torneio, sacramentando de vez nossa classificação às oitavas. Frente aos três adversários do grupo, nos mostramos sempre superiores. Bastava o posicionamento a definir na rodada final.

Para definir em qual pote o Botafogo ficaria, fomos para o último jogo no acanhado estádio Jorge Luis Hirschi em Quilmes, de olho no que acontecia no Atanasio Girardot em Medellin. Bastava fazermos nossa parte e torcermos por um tropeço do Barcelona de Guayaquil. Ao mesmo tempo, vendo os times já definidos no primeiro pote, decidir em casa contra um segundo colocado era essencial para nossa sequência. Fomos para a partida com a calculadora na mão e o desejo de sorte.

Em determinados momentos do jogo, com um time desfalcado e sem muita pinta de que chegaríamos pelo menos ao empate, as emoções se concentravam todas em Medellin com a vitória do Atletico Nacional nos garantindo a primeira colocação. E assim foi até o final, Fogão primeirão!!!!!

A conclusão da rodada de ontem foi que o Botafogo não comemorou a vitória do Atlético Nacional, tampouco a derrota por diferença mínima diante do Estudiantes, e sim, comemorou a entrada de mais um elemento primordial à conquista da Libertadores, a sorte.

Hoje, temos garra, determinação, superação e sorte também, somos enfim um novo clube,  parte de um seleto grupo formado pelos melhores do nosso continente. De chegar como um azarão e despontar como um dos favoritos, muitas barreiras o Botafogo superou, muitos campeões derrubou, e claro, muita gente calou.

Daqui para frente, é derrubar todas as negativas e chegaremos enfim ao nosso maior desejo. A todos que subestimaram o poder do clube, continuem nos secando e verão o resultado ao final. Tem dúvida? Perguntem ao Paulo Nunes..

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