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Técnico que mudou Marcinho no Botafogo o elogia na ponta, mas destaca: “Regularidade na lateral”

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Ex-comandante do time sub-20 alvinegro, Maurício de Souza relembra troca de posição e elogia o camisa 4: “É muito inteligente, de boa técnica, com valências físicas importantes”

Marcinho voltou aos tempos de ponta-direita após o intervalo da derrota por 3 a 2 para o Internacional, quando Fernando substituiu Lucas Campos. Terminada a partida, disse: “Eu sou meia-atacante de beirada de origem, fica na memória”. E a memória estava boa. Como atacante, deu uma assistência, marcou o seu e achou ótimo passe para Luiz Fernando na jogada em que Alex Santana fez gol anulado pelo VAR.

Marcinho deixou de ser ponta, posição na qual atuava desde os tempos de Flamengo, em 2014, quando subiu para o sub-20 do Botafogo. A mudança partiu do então treinador da categoria, Mauricio Souza, hoje no Rubro-Negro.

– Ele era ponta no Flamengo. Ele chega no Botafogo como ponta, e eu o encontro ainda de ponta no sub-17. A gente vira sub-20 juntos. Aí bato papo com ele e pergunto se ele não queria treinar também de lateral, porque era uma carência nossa. Enxergava que ele tinha boas capacidades para fazer a lateral – afirmou o técnico do sub-20 do Flamengo.

Marcinho não era titular no sub-20 alvinegro, e Mauricio Souza, à época conhecido como Mauricinho, deu a ideia ao pupilo, que aceitou a sugestão e posteriormente tornou-se destaque na categoria. No título brasileiro de 2016, foi um dos principais jogadores nas finais contra o Corinthians.

– Não é que ele não tenha tido êxito como ponta. Márcio precisava de regularidade, na época tínhamos uma carência na posição, o clube não ia renovar com o lateral que já estava. Ele não era titular como ponta, então via para o Márcio uma boa possibilidade. Olhar para a um ponta e para um lateral é diferente. Lateral é mais equilibrado, precisa apoiar e defender.

– A cobrança se equivale. O ponta precisa ser um definidor, ganhar os duelos e ser bastante efetivo no ataque. Márcio é muito inteligente, de boa técnica, com valências físicas importantes para a posição. Via esse equilíbrio e que ele poderia conquistar a posição (de lateral).

Ciente de que Eduardo Barroca conhece muito bem Marcinho e sabe como explorar as qualidades do comandado, independentemente da posição, Maurício Souza crê que o atleta de 22 anos pode ter sucesso em diferentes posições. Ele, porém, acredita que a lateral deu estabilidade ao camisa 4 alvinegro.

– O Barroca poderia falar melhor disso, mas quando trabalhou comigo no sub-20, o Márcio sempre foi um lateral de vocação ofensiva. Até porque ele tem em seu histórico esse tempo todo que jogou de ponta. E um ponta com qualidade. Tenho certeza que Barroca vai saber usá-lo muito bem nas duas funções, mas acho que ele encontrou na lateral o equilíbrio para chegar ao profissional.

Embora tenha convencido Marcinho a atuar como lateral-direito, Maurício Souza, pautado no que observou ainda na base, vê o ex-pupilo habilitado para jogar no ataque.

– Mas ele atuava bem na ponta. Era um ponta veloz, de boa finalização, sabia fazer o jogo por dentro. Era um jogador que não garanto que não teria sucesso de ponta, mas no momento achei que poderia ter mais sucesso de lateral.

Depois de passar a atuar com maior regularidade após a chegada de Alberto Valentim, Marcinho tem 89 jogos como alvinegro, dois gols e um título conquistado (Campeonato Carioca de 2018).

Marcinho fala sobre as funções de lateral e ponta:

Marcinho, você saiu da ponta para a lateral com o Mauricinho. Ele destaca seu talento, mas diz que foi na lateral onde você encontrou a regularidade. Concorda que é na lateral onde deve investir?

Sem dúvida alguma é a posição na qual eu devo investir. Ela que me deu visibilidade no futebol, e é a posição na qual eu me tornei atleta. Isso não é recente, sou lateral há quase cinco anos e, por isso, estou adaptado ali. O fato de ter crescido como jogador nesta função não interfere na minha contribuição para a equipe em outras posições. Compreendo bem o jogo e consigo executar outras funções na partida como alternativa. Mas minha posição mesmo é lateral-direito.

Obviamente você está disposto a ajudar na ponta, tanto que o fez – e bem – contra o Internacional. Como foi voltar ao ataque depois de muito tempo? Sentiu-se à vontade?

Me senti bem. Me adaptei rápido na partida e foi bem tranquilo pra mim. Me senti à vontade e consegui ter volume de jogo, participando bastante das jogadas ofensivas. Estou à disposição para acrescentar no time, onde for preciso jogar, onde o treinador achar que eu posso contribuir. Estarei sempre pronto para atender. Vou continuar trabalhando forte pra poder ajudar, seja na minha posição ou em outras funções como alternativa para mudarmos o jogo.

Fonte: globoesporte.com

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